Goleiro protesta contra pênalti e deixa gol aberto na Bolívia

A partida, válida pela Copa Simón Bolívar, estava empatada por 2 a 2 quando o árbitro Carlos Arteaga marcou a penalidade

A polêmica não terminou com o apito final. Após analisar o lance, a Comissão Nacional de Árbitros da Federação Boliviana considerou que a infração não aconteceu

Goleiro
Foto: Reprodução

São Paulo, SP , 23 (AFI) – Uma cena inusitada chamou atenção durante uma partida da segunda divisão da Bolívia. O goleiro Gustavo Tesonotte, do Wilstermann Cooperativas, decidiu não tentar defender uma cobrança de pênalti nos minutos finais do confronto diante do Independiente Cochabamba.

A partida, válida pela Copa Simón Bolívar, estava empatada por 2 a 2 quando o árbitro Carlos Arteaga marcou a penalidade. Os jogadores do Wilstermann contestaram a decisão e alegaram que não havia ocorrido falta na jogada.

RECLAMAÇÕES

Tesonotte participou das reclamações e, quando chegou o momento da cobrança, adotou uma postura inesperada. O argentino foi para o lado da trave e permaneceu imóvel, deixando a meta praticamente sem proteção.

Ernesto Adiri assumiu a responsabilidade pela cobrança e não teve dificuldades para colocar a bola nas redes. O gol definiu a vitória do Independiente Cochabamba por 3 a 2, já nos acréscimos da partida.

ÁRBITRO SUSPENSO

A polêmica não terminou com o apito final. Após analisar o lance, a Comissão Nacional de Árbitros da Federação Boliviana considerou que a infração não aconteceu e determinou a suspensão de Carlos Arteaga por tempo indeterminado.

A entidade entendeu que a decisão equivocada teve influência direta no resultado do confronto.

SEM VAR

O episódio aconteceu em uma competição que não conta com o auxílio do VAR, o que fez com que a marcação inicial fosse mantida mesmo diante dos protestos dos jogadores do Wilstermann.

O goleiro, por sua vez, afirmou posteriormente que a atitude foi discutida entre jogadores, comissão técnica e dirigentes presentes no estádio. Segundo Tesonotte, a intenção era protestar contra uma decisão que consideravam injusta.