Enderson detona arbitragem e convoca torcida do Novorizontino
Mesmo insatisfeito com a decisão do apito, o comandante admitiu que o Aurinegro esteve abaixo de suas melhores exibições
Enderson Moreira expressou profunda indignação ao contestar a decisão da arbitragem de não assinalar penalidade máxima sobre o atacante Robson
Novo Horizonte, SP, 28 (AFI) – O empate sem gols entre Novorizontino e São Bernardo, no Jorjão, desatou uma onda de protestos nos bastidores do clube paulista. Somando-se às fortes declarações da diretoria, o técnico Enderson Moreira expressou profunda indignação ao contestar a decisão da arbitragem de não assinalar penalidade máxima sobre o atacante Robson.
O treinador cobrou isonomia na reta final da Série B do Campeonato Brasileiro e fez um apelo por maior apoio das arquibancadas para o próximo compromisso.
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Enderson endossou as reclamações do executivo Edgard Montemor e do presidente Genilson da Rocha Santos. A controvérsia ocorreu quando o árbitro Lucas Canetto Bellote foi orientado pela cabine do VAR a checar o lance no monitor, mas optou por manter a marcação de campo:
“O Edgard e o presidente foram muito felizes nas colocações. Conheço o Edgard há pouco tempo, mas ele sempre foi muito ponderado em relação à arbitragem, muito mais do que eu. mas o que tivemos hoje, e não foi só hoje, nos deixa muito chateados.”
“No último jogo, contra o Ceará, também tivemos situações assim. Para mim, o lance foi claro. Se o VAR pede para o árbitro ir ao monitor, já é um grande indício, porque quem está na sala tem uma boa visão e câmeras de vários ângulos. Diante de tudo que vimos, ele entendeu que não foi pênalti.”
“A gente só quer que a regra seja cumprida. Talvez não tenhamos o peso que outras equipes têm, mas temos seriedade, trabalho, pessoas que se dedicam muito e investidores que colocam dinheiro para que tudo seja cumprido corretamente. A palavra certa hoje é indignação.”
LANCE POLÊMICO
Mesmo insatisfeito com a decisão do apito, o comandante admitiu que o Aurinegro esteve abaixo de suas melhores exibições. Ele ressaltou, porém, que o pênalti teria mudado os rumos do confronto diante de um oponente bem postado defensivamente:
“Isso não tira o fato de que não fizemos um grande jogo, vínhamos fazendo bons jogos e, até contra o Ceará, tivemos muitas oportunidades. O São Bernardo veio aqui para não perder, é uma equipe forte fisicamente, e nós tivemos algumas situações em que tomamos decisões que não foram as melhores. Ficamos aquém daquilo que podemos fazer.”
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“O lance (do pênalti) poderia destravar a partida. Houve um bom cruzamento e o Robson estava em boas condições para tentar a finalização quando foi puxado. Na minha concepção, qualquer toque, por cima ou por baixo, em um jogador em velocidade pode ser suficiente para desequilibrá-lo e tirá-lo da jogada.”
APELO À TORCIDA
Amargando um jejum de três apresentações sem vitórias, Enderson encerrou a coletiva com um contundente pedido de união entre o elenco e a comunidade de Novo Horizonte, rebatendo comparações com oscilações de anos anteriores:
“Precisamos de ajuda, não de gente dizendo que vai acontecer a mesma coisa, que o time é ruim ou fraco. Somos uma equipe que joga contra qualquer adversário para vencer, dentro ou fora de casa. Temos o melhor ataque da competição, somos vice-campeões paulistas e estamos brigando pelo acesso há muito tempo.”
“Eu poderia estar perguntando por que não temos cinco mil, sete mil ou dez mil pessoas aqui. Estamos precisando muito do torcedor. Também entendo a dificuldade de cada um em uma sexta-feira ou quinta-feira, não é fácil.”
PRÓXIMO DESAFIO
O Novorizontino retoma a busca pela reabilitação na Série B nesta quinta-feira, às 21h, quando recebe o Goiás novamente no Estádio Jorjão.





































































































































