Diretor financeiro da Ponte Preta pede desligamento
No cargo desde 2024, Hamilton Caviola Filho deixou o clube por "razões particulares" em meio à maior crise financeira da Ponte Preta.
Oposição alega que ex-financeiro deixou a Ponte Preta por enorme desgaste pessoal e por não concordar com a administração.
Campinas, SP, 5 (AFI) – A Ponte Preta teve mais uma mudança em sua estrutura administrativa. O empresário Hamilton Caviolla Filho pediu desligamento do cargo de diretor financeiro, função que ocupava desde fevereiro de 2024, ainda durante a gestão do então presidente Marco Antônio Eberlin.
Segundo comunicado divulgado pelo clube, o dirigente deixou o cargo por “razões particulares”, encerrando uma passagem de pouco mais de dois anos na Macaca. Até o momento, a diretoria não anunciou quem assumirá a função.

OPOSIÇÃO TEM OUTRA VERSÃO PELA SAÍDA
Outrora ‘braço direito’ de Marco Ebelin, atual vice-presidente da diretoria executiva, Hamilton Caviolla deve estar com seríssimas questões pessoais ou até mesmo algum grave problema de saúde para deixar o cargo.
Esta é uma conclusão lógica, afinal, o clube perde seu financeiro (o homem do dinheiro) no meio da maior crise financeira de sua história de quase 127 anos.
Mesmo porque esta ‘saída’ já era anunciada por oposicionistas há algumas semanas e tratada como uma ‘queda’. Segundo membros da Oposição, o agora ex-financeiro, Caviolla, estaria seriamente desgastado pela atual situação do clube.
Além disso, por ter que assumir muita responsabilidade no cargo sem ter condições de resolver tantas dificuldades financeiras.
O clube só pagou um mês de salário nesta temporada aos jogadores, segundo o meia Elvis; muitos funcionários estão em dificuldades pessoais por causa de seguidos atrasos de salário. Além disso, o clube acumula ações, protestos, ‘transfer ban‘ e não tem nenhum dinheiro em caixa.
Hamilton Caviolla Filho é um ex-delegado da Polícia Civil, que sempre gozou de muito ‘prestigio’ na cidade.
MAIOR CRISE FINANCEIRA DA HISTÓRIA
A saída acontece em meio a um dos períodos mais turbulentos da história recente da Ponte Preta. Além das dificuldades financeiras, o clube convive com atrasos salariais envolvendo jogadores e funcionários, situação que tem gerado insatisfação interna e pressão sobre a atual administração.
Nos bastidores, a Macaca também atravessa uma crise política, marcada por divergências entre grupos do Conselho Deliberativo e da diretoria.
Paralelamente, segue em discussão o projeto de transformação do departamento de futebol em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), considerado pela atual gestão como uma alternativa para reestruturar as finanças e garantir novos investimentos.
O processo de constituição da SAF, porém, ainda depende de aprovações internas e continua sendo tema de debates entre conselheiros e associados, sem uma definição sobre sua implementação.
Dentro de campo, a Ponte Preta tenta manter o foco na disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, enquanto busca estabilidade administrativa para enfrentar os desafios fora das quatro linhas. Não vence há 14 jogos.
PRÓXIMO COMPROMISSO
Com a queda para a Série C praticamente decretada, a Ponte Preta ocupa a última posição e tem apenas nove pontos conquistados, com duas vitórias.
Os especialistas em estatisticas apontam que a Macaca tem 99% de chances de ser rebaixada, ao lado do América-MG, vice-lanterna, com 11 pontos.
A equipe volta a campo nesta sexta-feira (7), às 20h, diante do Ceará, no Castelão.





































































































































