Corinthians lidera lista de maiores devedores, Ponte Preta é a 21ª

Corinthians lidera o ranking dos clubes brasileiros com as maiores dívidas, com um total de R$ 2,76 bilhões em débitos.

A dívida da Ponte Preta é estimada em R$ 235 milhões

Ponte Preta e Corinthians pelo Paulistão 2026
Ponte Preta e Corinthians pelo Paulistão 2026 (Foto: Marcos Ribolli-PontePress)

São Paulo, SP, 21 – O Corinthians lidera o ranking dos clubes brasileiros com as maiores dívidas, com um total de R$ 2,76 bilhões em débitos. Os números fazem parte de um levantamento da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf), que apresenta um panorama da situação financeira das equipes do futebol brasileiro.

O Atlético-MG aparece na segunda colocação, com R$ 2,66 bilhões, seguido pelo São Paulo, que acumula R$ 2,45 bilhões. Botafogo, com R$ 2,01 bilhões, e Palmeiras, com R$ 1,58 bilhão, completam as cinco primeiras posições.

Apesar de liderar o ranking geral, o Corinthians não é o clube com o maior volume de dívidas de curto prazo, que compreendem obrigações com vencimento em até 12 meses, incluindo valores já vencidos e não pagos. Nesse recorte, o Atlético-MG ocupa a primeira posição, com R$ 1,36 bilhão, seguido pelo Botafogo, com R$ 1,35 bilhão, e pelo São Paulo, com R$ 1,04 bilhão. O time alvinegro aparece em quarto lugar, com R$ 980 milhões.

O endividamento corintiano está concentrado principalmente em obrigações trabalhistas, impostos e parcelamentos, que somam R$ 949 milhões, e receitas recebidas antecipadamente, com R$ 680 milhões. Juntas, as duas categorias representam R$ 1,629 bilhão, aproximadamente 59% da dívida total do clube.

PONTE PRETA

A dívida da Ponte Preta é estimada em R$ 235 milhões, de acordo com o ranking mencionado, colocando o clube entre as instituições do futebol brasileiro que enfrentam dificuldades financeiras.

O montante evidencia o desafio da Macaca para reorganizar suas contas, honrar compromissos e recuperar a estabilidade econômica, em meio à necessidade de manter a competitividade esportiva e buscar novas fontes de receita.

O levantamento da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf), divulgado em 21 de outubro de 2026, aponta um passivo de R$ 240 milhões para a Ponte Preta, referente ao balanço financeiro de 31 de dezembro de 2025.

O valor coloca o clube na 21ª posição entre os 40 times das Séries A e B com maiores dívidas e na sexta colocação entre os participantes da Série B de 2026. O ranking também indica que a Macaca enfrenta atrasos em salários, transferências de atletas e impostos, evidenciando a gravidade da crise financeira alvinegra.

A situação financeira da Ponte Preta é um dos principais desafios enfrentados pela instituição, que acumula dívidas e precisa buscar alternativas para reorganizar suas contas. Em setembro de 2026, o clube viabilizou, por meio de uma parceria com o Boavista, cerca de R$ 2,2 milhões para quitar débitos que resultaram em três punições relacionadas a transferências, duas impostas pela Fifa e uma pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).

A medida ajudou a liberar o clube para registrar jogadores, mas representa apenas uma parte dos compromissos financeiros da Macaca.

Segundo auditoria realizada durante as negociações para a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), a dívida total foi estimada em aproximadamente R$ 320 milhões, além de cerca de R$ 20 milhões referentes ao IPTU.

O cenário é agravado pelo déficit mensal estimado em R$ 2,8 milhões e pelo resultado negativo de R$ 33,5 milhões registrado em 2025. A proposta de SAF, que previa investimentos na ordem de R$ 1 bilhão, foi rejeitada pelos associados, obrigando a diretoria a buscar alternativas para reequilibrar as finanças.

Palmeiras e Flamengo

O Palmeiras aparece na quinta colocação do ranking geral, com R$ 1,58 bilhão em dívidas. Apesar do valor expressivo, o clube paulista tem apresentado um cenário esportivo e financeiro equilibrado nas últimas temporada.

Do total devido pelo time, R$ 653 milhões correspondem a compromissos de curto prazo. A principal categoria de endividamento é a de transferências de atletas, que soma R$ 831 milhões. O valor está relacionado ao mercado de contratações, no qual o clube tem feito investimentos agressivos. Entre os nomes que chegaram ao clube por cifras astronômicas estão Vitor Roque, Paulinho e Jhon Arias.

O Flamengo, principal rival palmeirense em diversas competições brasileiras e sul-americanas, acumula R$ 1,26 bilhão em dívidas e ocupa a oitava posição do ranking. Assim como acontece com o rival paulista, as transferências de jogadores representam uma parcela importante do endividamento rubro-negro. O clube carioca tem R$ 497 milhões em débitos nessa categoria, o equivalente a aproximadamente 39% de sua dívida total.

Veja o ranking com os 40 clubes das Séries A e B:

  1. Atlético-MG: R$ 2,66 bilhões
  2. Corinthians: R$ 2,08 bilhões
  3. Botafogo: R$ 1,78 bilhão
  4. Cruzeiro: R$ 1,28 bilhão
  5. Palmeiras: R$ 1,13 bilhão
  6. Internacional: R$ 1,05 bilhão
  7. Fluminense: R$ 1,04 bilhão
  8. Santos: R$ 999 milhões
  9. Vasco: R$ 963 milhões
  10. Flamengo: R$ 950 milhões
  11. São Paulo: R$ 917 milhões
  12. Grêmio: R$ 811 milhões
  13. Bragantino: R$ 727 milhões
  14. Athletico: R$ 374 milhões
  15. Bahia: R$ 357 milhões
  16. Sport: R$ 324 milhões
  17. Náutico: R$ 291 milhões
  18. Vitória: R$ 288 milhões
  19. Fortaleza: R$ 276 milhões
  20. Avaí: R$ 266 milhões
  21. Ponte Preta: R$ 235 milhões
  22. Ceará: R$ 217 milhões
  23. América-MG: R$ 182 milhões
  24. Chapecoense: R$ 171 milhões
  25. Novorizontino: R$ 167 milhões
  26. Coritiba: R$ 155 milhões (empate)
  27. Vila Nova: R$ 155 milhões (empate)
  28. Goiás: R$ 114 milhões
  29. Botafogo-SP: R$ 89 milhões
  30. São Bernardo: R$ 77 milhões
  31. Athletic: R$ 72 milhões
  32. Londrina: R$ 44 milhões
  33. Atlético-GO: R$ 42 milhões
  34. Cuiabá: R$ 40 milhões
  35. Remo: R$ 37 milhões
  36. Criciúma: R$ 30 milhões
  37. Juventude: R$ 22 milhões
  38. Mirassol: R$ 7,4 milhões
  39. Operário-PR: R$ 4,2 milhões
  40. CRB: R$ 900 mil

Ranking das dívidas de curto prazo

Atlético-MG – R$ 1,36 bilhões

Botafogo – R$ 1,35 bilhões

São Paulo – R$ 1,04 bilhões

Corinthians – R$ 980 milhões

Palmeiras – R$ 653 milhões

Flamengo – R$ 647 milhões

Internacional – R$ 607 milhões

Grêmio – R$ 516 milhões

Fluminense – R$ 484 milhões

Santos – R$ 471 milhões

Cruzeiro – R$ 401 milhões

Vasco – R$ 385 milhões

Athletico-PR – R$ 244 milhões

Bahia – R$ 214 milhões

Vitória – R$ 192 milhões

Red Bull Bragantino – R$ 143 milhões

Coritiba – R$ 140 milhões

Chapecoense – R$ 28 milhões

Remo – R$ 21 milhões

Mirassol – R$ 11 milhões

Alan Favaron

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