Conselheiros do Ceará protocolam pedido de impeachment contra presidente
O documento fundamenta-se em indicadores financeiros negativos registrados no último balanço do clube
Grupo de oposição solicita abertura de processo administrativo para apurar conduta de João Paulo Silva
Fortaleza, CE, 05 (AFI) – Um grupo composto por 26 conselheiros formalizou junto à presidência do Conselho Deliberativo um pedido de impeachment contra o mandatário do Ceará, João Paulo Silva. A petição, entregue a Márcio Forti, baseia-se em alegações de irregularidades administrativas e na deterioração das contas da instituição.
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O quórum de assinaturas representa cerca de 7,8% do colegiado, que conta com 357 integrantes. Conforme as normas estatutárias, a adesão de ao menos 20 conselheiros é suficiente para convocar uma reunião extraordinária, embora o encontro não garanta a abertura automática do processo de destituição.

CRISE FINANCEIRA NO CEARÁ
Os signatários do requerimento justificam a medida citando “graves irregularidades na gestão financeira e administrativa do clube. O documento, apresentado ao Conselho Deliberativo, sustenta que a atual gestão conduziu o clube a uma situação de pré-insolvência, com um déficit de aproximadamente R$ 85,8 milhões em 2025 e dívida total superior a R$ 217 milhões, enquanto o caixa disponível seria de apenas R$ 2,1 milhões”.
Os dados contábeis recentemente divulgados apontam que o prejuízo saltou de R$ 5,7 milhões em 2024 para os atuais R$ 85,8 milhões em apenas doze meses.
TRAMITAÇÃO E SOLICITAÇÕES
A proposta enviada ao órgão deliberativo prevê a instituição de uma comissão independente com a finalidade de auditar documentos, provas e coletar o depoimento do dirigente. O texto solicita ainda que, após a investigação, ocorra uma Assembleia Geral para deliberar sobre o afastamento.
Outros pontos destacados incluem o compartilhamento de informações com a esfera judicial, o ressarcimento de perdas financeiras e a inelegibilidade do atual presidente no âmbito esportivo por uma década. Até o fechamento desta edição, João Paulo Silva não se manifestou sobre o conteúdo da petição apresentada.





































































































































