Blog do Lu: Brasileira se dedica ao catolicismo no Catar

A religião católica é seguida por cerca de três por cento das pessoas no Catar, mas possui uma boa estrutura e seguidores fiéis no país mulçumano

Há nove anos uma família paraense que estava radicada em Bragança Paulista, recebeu uma proposta profissional de vir ao Catar

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Catolicismo no Catar (Foto: Luciano Luiz)

Por LUCIANO LUIZ
Enviado Especial – FUTEBOL INTERIOR

Doha, Catar, 3 (AFI) – O destino fez com que há nove anos uma família paraense que estava radicada em Bragança Paulista, interior de São Paulo recebesse uma proposta profissional de vir ao Catar. A matriarca, Valneci Guedes, que sempre prestou serviços religiosos em sua vida percebeu que além da oportunidade de trabalho, também se tratava de um chamado.

“No ano que estávamos pensando e acertando tudo para mudar teve a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro e eu sempre muito atuante nas coisas da igreja, tanto é que recebi vários jovens na minha casa. Na época a mensagem do Papa Francisco foi – Ide e fazei discípulos entre as nações! Eu comecei a pesquisar e descobri que aqui tinha o centro religioso e dentro dele a igreja Nossa Senhora do Rosário que era a mesma que eu ia no Brasil. Não existe coincidência e sim providência. Cheguei em março e em abril já participei da via sacra e começamos a tentar a trabalhar uma missa em português no nosso complexo. Criamos um grupo chamado Café com Fé onde rezamos o terço todas as quartas e a partir daí tivemos o primeiro batismo, catequese, crisma, casamento e hoje temos um grupo de quase noventa pessoas. As missas são realizadas aos sábados e fazemos juntos com a comunidade hispânica, onde metade é em português e a outra metade em espanhol, mas com telão traduzindo de lado a lado”, declarou.

Ela também comentou sobre a relação com o mulçumanos sobre o catolicismo.

“O complexo religioso é uma iniciativa da sheikha moza (ela fala de Mozah bint Nasser Al Missned, que é uma das três esposas de Hamad bin Khalifa Al Thani, o Emir do Catar). Ela pediu que fizesse esse espaço para que todas as outras religiões que não são mulçumanas tivessem seu espaço. Lá é um espaço muito grande onde encontramos núcleos e templos de todas as religiões e com toda estrutura e segurança. Nunca passamos nenhum problema, os árabes respeitam demais em relação a isso”, finalizou.

Devota de Nossa Senhora ela apresenta um pequeno santuário que montou em sua residência onde pode fazer suas orações com a família e amigos próximos.

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