Allan Aal responde vaias e prega respeito à torcida do Avaí

Irritados com o tropeço em casa, os torcedores vaiaram a equipe e chamaram o técnico Allan Aal de "burro"

Um triunfo diante da torcida colocaria o Leão da Ilha fora do Z-4, mas o resultado manteve o Avaí estacionado na 17ª colocação

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Allan Aal em treino do Leão - Foto: Leandro Boeira / Avaí F.C.

Florianópolis, SC, 15 (AFI) – O clima esquentou na Ressacada após a igualdade por 1 a 1 entre Avaí e Vila Nova, em confronto válido pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Um triunfo diante da torcida colocaria o Leão da Ilha fora do Z-4, mas o resultado manteve o clube catarinense estacionado na 17ª colocação.

Irritados com o tropeço em casa, os torcedores vaiaram a equipe e chamaram o técnico Allan Aal de “burro”. Em entrevista coletiva pós-jogo, o comandante tratou de amenizar a pressão externa e pregar compreensão sobre os protestos.

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Apesar da insatisfação vinda das arquibancadas, o treinador azurro ressaltou a dificuldade da sequência de jogos no mês de setembro e citou os desfalques de última hora como fatores determinantes para a oscilação do rendimento:

“Pelo momento que a gente vive, qualquer tipo de decisão, quando não vem o resultado, acaba tendo o descontentamento. A gente tem que entender e respeitar o torcedor, mas, ao mesmo tempo, não esquecer que a gente vem tendo uma sequência nesse mês contra equipes que estão brigando pelo acesso e nós perdemos de última hora jogadores importantíssimos pro sistema funcionar com uma qualidade melhor.”

EMPATE AMARGO?

A movimentação no placar ficou restrita ao primeiro tempo. O Vila Nova saiu na frente aos 29 minutos com tento marcado por André Luís após jogada coletiva. Dez minutos depois, aos 39, Daniel Penha acertou um chute de fora da área e igualou para o Avaí.

Para Allan Aal, o Leão da Ilha teve volume de jogo suficiente para construir a vitória e superar o sistema defensivo do adversário:

“Queríamos a vitória e acredito, na minha humilde opinião, que fizemos por onde. O Vila Nova termina o jogo com uma linha de cinco e mais três volantes. Tivemos as melhores oportunidades. Precisamos ter uma sustentação defensiva e entendimento defensivo mais claro para evitar esses gols evitáveis. Mas temos que entender que esse ponto pode fazer uma diferença enorme.”

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PROFESSOR CONFIANTE

O confronto diante do Tigre goiano marcou a única exibição do Avaí dentro de seus domínios neste mês. Agora, a equipe embarca para uma sequência de dois clássicos regionais e jogos exigentes longe da Ressacada, visitando o Goiás e o Criciúma nas próximas rodadas.

O treinador manteve a confiança na reação e apontou a ansiedade dos atletas como o principal obstáculo a ser superado:

“Confio plenamente que as coisas vão acontecer. Hoje, por pouco, não saímos com a vitória. Queríamos dar essa resposta ao torcedor que nos apoia, na maior parte do tempo, e infelizmente não aconteceu. Mas temos que ver o contexto, nesse mês, não só pelos adversários, mas pelas perdas que tivemos, foi um mês fora da curva.”

“Temos todas as condições de ter um equilíbrio maior, pontuar, quebrar a sequência de derrota, porque acaba atrapalhando demais os atletas. Em alguns momentos a ansiedade foi muito grande. Chegava no último terço e queria fazer o cruzamento da vida sendo que era só empurrar a bola para o companheiro. Não vai ser fácil, mas é algo que temos plenas condições”, concluiu Allan Aal.