Aliado de Trump sugere a Infantino substituir Irã pela Itália na Copa do Mundo

"Confirmo que sugeri que a Itália substitua o Irã. Sou italiano e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA. Com quatro títulos, eles têm o currículo necessário para justificar a inclusão"

Paolo Zampolli deu a declaração ao jornal Financial Times. Oficialmente, ele é enviado especial do presidente para parcerias globais

Zampolli
Paollo Zampolli e Gianni Infantino, presidente da Fifa - Foto: Reprodução

Campinas, SP, 22 – Um enviado especial de Donald Trump sugeriu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, que a seleção iraniana seja substituída pela italiana na Copa do Mundo a ser disputada na América do Norte. A informação foi confirmada pelo próprio Paolo Zampolli ao jornal britânico Financial Times.

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O argumento para uma mudança, em meio à tensão entre Estados Unidos e Irã pelos conflitos no Oriente Médio, seria ainda o fato de a Itália ter quatro títulos mundiais, mas não ter conseguido conquistar a vaga na Copa. O time italiano disputou a repescagem das Eliminatórias Europeias, mas caiu diante da Bósnia e Herzegovina.

“Confirmo que sugeri a Trump e Infantino que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo. Sou italiano e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA. Com quatro títulos, eles têm o currículo necessário para justificar a inclusão”, disse Zampolli, nascido em Milão, ao Financial Times. Oficialmente, ele é enviado especial do presidente dos Estados Unidos para parcerias globais. Infantino esteve nos Estados Unidos para participar do Semafor World Economy 2026, no último dia 15 de abril.

PODE SER FEITO?

Legalmente, a Fifa tem autonomia para decidir quem entraria na vaga do Irã em caso de desistência. Em 2025, a entidade definiu que quem vencesse a fase de liga da MLS jogaria o novo Mundial de Clubes. Convenientemente, a decisão foi tomada após a definição de que o Inter Miami, de Lionel Messi, havia sido campeão.

Entretanto, para isso, seria necessária uma desistência iraniana, o que não parece que vai se confirmar. A mídia estatal do Irã divulgou um comunicado da porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, dizendo que o país está preparado para a participação no torneio.

E O IRÃ?

Segundo Mohajerani, o Ministério do Esporte e da Juventude garantiu à federação de futebol que “todas as providências necessárias para a participação da equipe fossem tomadas”.

Trump já falou que a seleção iraniana será “bem-vinda” ao torneio, mas questionou se seria apropriado que o time participasse por questões de “vida e segurança”. O Irã proibiu suas seleções nacionais e clubes de viajarem para países considerados hostis, sem citar os Estados Unidos.

Quem citou o país norte-americano foi o presidente da federação iraniana. “Vamos nos preparar para a Copa do Mundo. Vamos boicotar os Estados Unidos, mas não a Copa do Mundo”, declarou Mehdi Taj em um vídeo divulgado pela agência de notícias Fars.

No meio das falas, Infantino assegurou a participação iraniana. Ele acompanhou um jogo do time na última Data Fifa. O jogo contra a Costa Rica ocorreu na Turquia, justamente pelos conflitos no Oriente Médio.

“O Irã estará na Copa do Mundo. Estamos aqui para isso. Estamos satisfeitos porque é uma equipe muito, muito forte. Estou muito contente”, falou o presidente da Fifa.

A fala de Zampolli vai além do futebol. O movimento é visto como tentativa de apaziguamento entre os governos dos Estados Unidos e da Itália. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, rompeu com Donald Trump recentemente.

Meloni tinha Trump como um aliado, mas distanciou-se pela impopularidade do americano na Itália. O rompimento derradeiro se deu após xingamentos do presidente dos Estados Unidos ao Papa Leão XIV, após o religioso criticar o tratamento desumano de imigrantes. Trump ainda reclamou da falta de apoio de Meloni na guerra no Irã.

ENVIADO ESPECIAL DE TRUMP É CITADO EM ACUSAÇÃO DE MODELO BRASILEIRA

Uma conta no X (antigo Twitter) atribuída à modelo brasileira Amanda Ungaro fez uma série de publicações insinuando acusações contra a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump. No último ano, Ungaro voltou ao Brasil deportada dos EUA e acusa o pai do seu filho, o empresário italiano Paolo Zampolli, de usar sua influência política para conseguir que ela fosse presa pela polícia de imigração americana, o ICE. O ex-casal, que viveu junto por 19 anos, agora trava uma disputa pela guarda do filho, e ela o acusa de violência doméstica.

Zampolli afirma que foi ele quem apresentou Donald Trump a Melania Knauss em 1998. De acordo com o Yahoo!News, Zampolli e Ungaro compareceram à primeira posse de Donald Trump em 2017 e, segundo relatos, sentaram-se à mesa de Melania durante o jantar.

Uma reportagem do The New York Times indica que Ungaro foi presa em Miami sob acusações de fraude relacionadas a um spa médico. Na ocasião, Zampolli teria entrado em contato com um alto funcionário do ICE para avisar que a ex-mulher estava com o visto vencido. Apesar da velocidade com que a deportação aconteceu, o empresário italiano nega ter solicitado tratamento especial no processo.

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