Guarani tenta segurar João Paulo para preservar referência na reconstrução
Aos 36 anos, o camisa 10 disputou 16 partidas na Série C e marcou quatro gols
Jogador e clube têm interesse na continuidade, mas ainda precisam chegar a um entendimento sobre as condições
Campinas, SP, 05 (AFI) – O Guarani discute a permanência de João Paulo para evitar que a reformulação de 2027 leve também uma de suas principais referências técnicas. O contrato do meia terminou na virada para novembro, e as conversas por um novo vínculo ainda estão em estágio inicial.
Aos 36 anos, o camisa 10 disputou 16 partidas na Série C e marcou quatro gols. Em uma campanha encerrada sem classificação para a segunda fase, conseguiu manter importância na construção das jogadas e se tornou um dos jogadores que o departamento de futebol pretende preservar.
DESEJO NÃO FECHA CONTRATO
Jogador e clube têm interesse na continuidade, mas ainda precisam chegar a um entendimento sobre as condições. O custo do atleta e a situação financeira do Guarani entram na negociação.
As pendências salariais também pesam. Para o meia, permanecer envolve avaliar não apenas a proposta, mas as perspectivas de estabilidade para a próxima temporada. Para o clube, a discussão passa por encaixar um jogador importante em um orçamento ainda sujeito a definições.
O caso mostra uma dificuldade comum às reconstruções: a necessidade de reduzir despesas pode atingir justamente os atletas capazes de dar continuidade esportiva ao trabalho.
RELAÇÃO COM GRAZIANO
João Paulo conhece Roberto Graziano, empresário responsável pela proposta de aquisição de 90% da SAF bugrina, do período em que defendeu o São Bernardo. A relação pode facilitar o diálogo, mas não substitui o acerto contratual nem antecipa a decisão dos associados.
A votação da proposta está prevista para 19 de novembro. Até lá, a permanência do meia continua sendo uma negociação, sem anúncio de renovação.
O QUE PRESERVAR
A discussão sobre João Paulo vai além de um nome. O Guarani precisa decidir quais características pretende manter na equipe e quais setores exigirão mudanças.
Preservar uma referência de criação pode reduzir a quantidade de ajustes necessários. Por outro lado, a manutenção precisa vir acompanhada de condições para que o jogador cumpra a temporada.
O desafio do Bugre é encontrar esse equilíbrio: aproveitar o que funcionou em 2026 sem assumir compromissos incompatíveis com a realidade financeira. João Paulo é uma das primeiras decisões dessa montagem.





































































































































