Ponte Preta utiliza 66 jogadores e expõe instabilidade em temporada de duas quedas
Com 66 jogadores utilizados, a Macaca estabeleceu sua maior marca desde 2001
Ponte Preta vive séria crise financeira e colecionou dois rebaixamentos em 2026
Campinas, SP, 05 (AFI) – A Ponte Preta precisou recorrer ao equivalente a seis equipes completas ao longo de 2026, mas não encontrou estabilidade para evitar os rebaixamentos no Paulista e no Brasileiro. Com 66 jogadores utilizados, a Macaca estabeleceu sua maior marca desde 2001, início do levantamento, e transformou a rotatividade do elenco em mais um retrato da crise.
O número supera em sete atletas o recorde anterior, registrado em 2022. A diferença representa um crescimento de quase 12%, mas o dado exige contexto: não se trata de 66 contratações. A relação inclui profissionais que passaram pelo clube e jogadores das categorias de base utilizados durante a temporada.
ELENCO EM TRANSFORMAÇÃO
A sucessão de mudanças ocorreu em meio a atrasos salariais, saídas de jogadores e dificuldades para registrar reforços. Em vez de ampliar alternativas dentro de uma estrutura consolidada, a Ponte precisou substituir peças enquanto disputava as competições.
O cenário atingiu diretamente a continuidade do trabalho. A cada saída, a comissão técnica precisava reorganizar funções e buscar soluções em um grupo que perdia jogadores ao longo do calendário. Contratar ou promover um substituto não significava recuperar imediatamente as características de quem deixava o clube.
A utilização da base ganhou outra dimensão durante a paralisação dos profissionais em protesto contra as pendências financeiras. A Ponte chegou a enfrentar o América-MG com uma formação de jovens para evitar um W.O. na Série B.
NÚMEROS DA ROTATIVIDADE
| Indicador | Marca |
|---|---|
| Jogadores utilizados em 2026 | 66 |
| Recorde anterior, de 2022 | 59 |
| Diferença | 7 jogadores |
| Crescimento sobre a marca anterior | 11,9% |
| Início do levantamento | 2001 |
CONTINUIDADE COMO DESAFIO
O volume de atletas não pode ser apontado isoladamente como causa das quedas. Ele ajuda, porém, a mostrar a dificuldade de preservar uma equipe durante uma temporada inteira.
Para 2027, quando disputará a Série A2 e a Série C, a Ponte terá de enfrentar um problema anterior à escolha dos reforços: criar condições para manter os jogadores contratados. Reduzir a rotatividade dependerá tanto do planejamento esportivo quanto da capacidade de cumprir os compromissos assumidos.





































































































































