Avaí prepara corte de funcionários e mudanças administrativas após crise
Presidente Bernardo Pessi assume responsabilidade pela situação financeira, pede desculpas à torcida e aponta SAF como principal fonte de receita para 2027
“Independentemente de permanecer na Série B ou não, vamos continuar as mudanças estruturais e fundamentais que o Avaí precisa."
Florianópolis, SC, 3 (AFI) – Em meio à luta contra o rebaixamento à Série C do Campeonato Brasileiro, o Avaí já iniciou o planejamento para tentar reorganizar o clube financeiramente em 2027. Nesta terça-feira, o presidente Bernardo Pessi concedeu entrevista coletiva, pediu desculpas ao torcedor e anunciou uma ampla reforma administrativa, com redução significativa do quadro de funcionários e despesas.
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Segundo o dirigente, as mudanças serão realizadas independentemente da divisão em que o Leão da Ilha disputar a próxima temporada. A intenção é diminuir os custos internos para ampliar a capacidade de investimento no futebol. Pessi também afirmou que o clube pretende resolver as pendências financeiras ainda existentes em parceria com a Kactus Capital.
“Independentemente de permanecer na Série B ou não, vamos continuar as mudanças estruturais e fundamentais que o Avaí precisa. A principal é uma alteração muito grande no quadro de funcionários. Vamos fazer uma reforma administrativa em todos os escalões da Ressacada. Teremos uma redução substancial para conseguir fazer mais investimentos no futebol”, declarou.
O presidente reconheceu que a recuperação não será simples e evitou prometer resultados esportivos. Como principal compromisso para 2027, estabeleceu a meta de encerrar o ano sem pendências financeiras.
BUSCA POR NOVAS RECEITAS
Até agosto, o Avaí acumulava déficit de aproximadamente R$ 23 milhões, mesmo após medidas de contenção de gastos e aportes da Kactus Capital. Durante a coletiva, Bernardo Pessi apontou a transformação em SAF como principal caminho para ampliar as receitas, mas também citou outras iniciativas em andamento.
Entre elas está um projeto de loteamento, que, segundo o dirigente, está próximo de ser concluído e deverá ser apresentado aos torcedores. O clube também acompanha as discussões envolvendo o mercado de apostas esportivas e já trabalha em novos contratos de patrocínio para a próxima temporada.
Pessi destacou que a situação financeira exige atenção independentemente da divisão em que o Avaí estiver em 2027.
APORTES NÃO RESOLVERAM CRISE
O presidente ainda comentou os valores investidos pela Kactus Capital ao longo do ano. De acordo com ele, os aportes ultrapassaram R$ 5 milhões, mas não foram suficientes para solucionar os problemas financeiros do clube.
“Veio bastante dinheiro, mais de R$ 5 milhões. É muita coisa e já dá uma dimensão do tamanho do problema do Avaí, porque R$ 5 milhões não são suficientes”, afirmou.
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Enquanto trabalha na reestruturação administrativa e financeira, o Avaí ainda tem compromissos pela Série B. O clube segue com chances matemáticas de permanência, mas depende de uma combinação de resultados nas duas rodadas finais para evitar o rebaixamento.





































































































































