Emerson Júnior consegue liminar e deixa o Guarani

Aos 26 anos, Emerson Júnior chegou ao Brinco de Ouro em 2025 e não conseguiu se firmar no time principal

A medida cautelar atende a um pleito apresentado dentro de uma ação trabalhista movida por Emerson, que cobra na Justiça o montante de R$ 857 mil

Emerson não atua mais pelo Bugre - Foto: Raphael Silvestre / Guarani FC

Campinas, SP, 02 (AFI) — Repetindo o cenário recente vivido por outros atletas em meio à grave crise administrativa e financeira, o Guarani sofreu mais uma baixa importante por determinação judicial nesta segunda-feira (02).

A Justiça do Trabalho concedeu uma liminar ordenando a rescisão e a baixa imediata do contrato do goleiro Emerson Júnior com o clube campineiro, vínculo que inicialmente permaneceria em vigor até o final de 2027.

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A medida cautelar atende a um pleito apresentado dentro de uma ação trabalhista movida pelo arqueiro, que cobra na Justiça o montante de R$ 857 mil por atrasos recorrentes no pagamento de salários, direitos de imagem e recolhimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Ao analisar os argumentos da petição inicial, assinada pelos advogados Filipe Rino e Thiago Rino, a juíza Ana Paula Toledo de Souza Leal apontou a existência de elementos probatórios suficientes de inadimplência por parte da diretoria bugrina para justificar o encerramento imediato do vínculo esportivo.

Por outro lado, a magistrada definiu que o mérito sobre o pedido principal de rescisão indireta formalizado pelo atleta será avaliado apenas na sentença definitiva, após a conclusão da fase de instrução processual.

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FIM DA PASSAGEM

Aos 26 anos, Emerson Júnior chegou ao Brinco de Ouro em 2025. Embora não tenha chegado a se firmar no time profissional principal, tendo disputado apenas cinco partidas oficiais na Copa Paulista daquela temporada, o goleiro atuou emprestado à Inter de Limeira no segundo semestre de 2026, acumulando 14 participações na campanha que culminou no acesso do clube da região à Série B.

Com a determinação para a baixa do registro junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o atleta fica com passe livre no mercado para definir seu futuro e assinar com qualquer nova agremiação de olho na próxima temporada. A ação trabalhista, contudo, seguirá tramitando para o julgamento de indenizações e reflexos financeiros decorrentes do rompimento.