Torcedores do Santos são condenados a 21 anos de prisão por morte de palmeirense
O julgamento envolve a morte de Claudio Fernando de Morais, conhecido como Dudu da Mancha
Naquela tarde, o Palmeiras venceu por 1 a 0. A volta para casa, porém, terminou em violência para Claudio
Campinas, SP, 29 (AFI) – Onze anos depois de um ataque contra torcedores do Palmeiras em uma estação de trem, três integrantes da Torcida Jovem do Santos foram condenados a 21 anos e quatro meses de prisão cada. O julgamento envolve a morte de Claudio Fernando de Morais, conhecido como Dudu da Mancha, e a tentativa de homicídio de outro palmeirense.
A sentença foi proferida pelo Tribunal do Júri nesta terça-feira (27). O crime ocorreu em 26 de abril de 2015, após o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista entre Palmeiras e Santos.
Naquela tarde, o Palmeiras venceu por 1 a 0. A volta para casa, porém, terminou em violência para Claudio e seus acompanhantes.
Ataque na volta do jogo
Claudio estava com a namorada e um amigo quando foi surpreendido nas proximidades da estação Jardim Romano, no Itaim Paulista, zona leste de São Paulo.
Segundo a investigação, os agressores aguardaram os palmeirenses e os atacaram com socos, chutes e barras de ferro.
Claudio chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital em decorrência dos ferimentos. O amigo também foi agredido, sobreviveu e conseguiu deixar o local acompanhado da namorada da vítima.
Condenação por dois crimes
Os três réus foram condenados pelo homicídio consumado de Claudio e pela tentativa de homicídio contra o outro torcedor, com cumprimento inicial em regime fechado.
Segundo o Ministério Público, o ataque ocorreu por motivo fútil, com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Na sentença, a juíza Marcia Oshiro considerou que as agressões contra os dois palmeirenses constituíram ações distintas, embora praticadas no mesmo local e em momentos próximos.
Cinco denunciados já foram condenados
Com esse julgamento, cinco denunciados pelo ataque já receberam condenações.
Outros dois passaram pelo Tribunal do Júri em 2025, pelos mesmos episódios de homicídio e tentativa de homicídio. A nova sentença foi proferida mais de uma década depois da emboscada.





































































































































