Dez anos sem subir: o caminho que levou o Guarani da esperança de Série A de volta à Série C
Último acesso nacional ocorreu em outubro de 2016; década reúne oito temporadas na Série B
O último acesso nacional do Guarani ocorreu em 2016
Campinas, SP, 27 (AFI) – Em 8 de outubro de 2016, o Guarani venceu o ASA por 3 a 0 no Brinco de Ouro e voltou à Série B. Dez anos depois, aquela noite permanece como seu último acesso em uma competição nacional.
O intervalo não foi uma década inteira longe da segunda divisão. O Bugre disputou oito edições consecutivas da Série B, entre 2017 e 2024. Em parte desse período, olhava para a elite. Agora, precisa recuperar o lugar que já ocupava.
Essa mudança de objetivo explica a dimensão do momento: o clube deixou de buscar o passo seguinte e passou a tentar reconstruir o anterior.
A noite que encerrou uma espera
O acesso de 2016 exigiu uma reação. Derrotado por 3 a 1 em Arapiraca, o Guarani precisava reverter a vantagem do ASA.
No Brinco, Leandro Amaro e Eliandro, autor de dois gols, construíram o 3 a 0. A vitória encerrou quatro temporadas na terceira divisão e recolocou o clube no caminho nacional.
O resultado abriu um ciclo de permanência na Série B. O problema viria na dificuldade de transformar essa continuidade em uma promoção à Série A.
Em 2021, a oportunidade ficou perto
A sexta colocação de 2021 foi o melhor resultado bugrino na sequência de oito temporadas na segunda divisão.
O Guarani chegou à penúltima rodada entre os quatro primeiros e dependia dos próprios resultados. A derrota para o Goiás e o empate com o Botafogo na despedida impediram o acesso.
Em 2023, o time voltou a participar da disputa, mas perdeu força e terminou em décimo. No ano seguinte, veio a lanterna e o rebaixamento.
O clube passou, em pouco tempo, de candidato a subir para uma equipe obrigada a buscar o retorno.
Duas tentativas, dois obstáculos diferentes
Em 2025, o Guarani alcançou o quadrangular da Série C, mas não conquistou a vaga. Em 2026, sequer chegou à fase decisiva: terminou a primeira etapa em décimo, com 28 pontos.
A distinção importa. Em um ano, faltou desempenho na disputa final. No seguinte, a campanha foi interrompida antes dela.
O encerramento ainda em agosto criou outro problema: meses sem partidas oficiais do time principal, até a retomada do calendário de 2027.
Jejum nacional não apaga conquista estadual
Nesse intervalo, o Guarani venceu a Série A2 paulista de 2018 e voltou à elite estadual. Portanto, dizer que o clube está há dez anos sem qualquer acesso seria incorreto.
O jejum é nacional. E seu peso cresceu porque, em vez de subir da B para a A, o Bugre agora precisa sair da C para a B.
O desafio de 2027 será fazer com que a reconstrução produza continuidade, para que uma eventual volta não seja apenas o início de outra espera.





































































































































