Rogério Corrêa lamenta vice, mas valoriza acessos em 2026

Após a derrota por 2 a 1 para o Maringá, na noite de sábado, no jogo de volta da decisão, a equipe de Araraquara terminou com o vice-campeonato

Apesar da tristeza pela perda do título, o treinador reforçou que o ano foi marcado por conquistas importantes, com o acesso à Série A1 e à Série B

Rogério Corrêa Ferroviária
Rogério Corrêa (Foto: Guilherme Moro - Ferroviária SAF)

Araraquara, SP , 26 (AFI) – O técnico Rogério Corrêa lamentou a perda do título do Campeonato Brasileiro da Série C, mas destacou a importância dos dois acessos conquistados pela Ferroviária em 2026.

Após a derrota por 2 a 1 para o Maringá, na noite de sábado, no jogo de volta da decisão, a equipe de Araraquara terminou com o vice-campeonato, enquanto o time paranaense ficou com a taça. Mas o saldo do ano foi bom para a Locomotiva, que conquistou o acesso ao Paulistão e à Série B do Brasileiro de 2027.

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Em entrevista coletiva após a partida, o treinador inicialmente reconheceu a frustração pelo resultado, especialmente diante da expectativa criada ao longo da temporada e do apoio recebido dos torcedores.

Apesar da tristeza pela perda do título, ele reforçou que o ano foi marcado por conquistas importantes, com o acesso à Série A1 do Campeonato Paulista e à Série B do Campeonato Brasileiro de 2027.

“Obviamente, o sentimento é muito ruim, de você não conseguir o teu objetivo. A expectativa era muito grande por tudo o que a gente fez no ano, a torcida também comparecendo ao estádio, nos dando todo o apoio”, afirmou Rogério.

ANO VALORIZADO

O treinador ressaltou que a derrota na decisão não apaga o trabalho desenvolvido pelo clube durante a temporada. Para ele, o grupo, a comissão técnica e a diretoria merecem reconhecimento pelos resultados alcançados.

“O ano foi maravilhoso. Tivemos dois acessos. Acho que a Ferroviária vai disputar — acho que vai ser o melhor ano da Ferroviária — disputando a Série A1 do Paulista e a Série B do Brasileiro”, declarou.

DOIS GOLS QUE COMPLICARAM

Ao analisar a partida decisiva, Rogério apontou os gols sofridos em um intervalo de 12 minutos como um fator que dificultou o desempenho da Ferroviária.

O lance começou em uma cobrança de escanteio, com a equipe adversária aproveitando o rebote para abrir o placar.

O técnico reconheceu a qualidade do Maringá e explicou que a desvantagem inicial provocou ansiedade no time de Araraquara, que teve dificuldades para apresentar seu melhor futebol durante parte da primeira etapa.

“Sabíamos que ia ser um jogo bem disputado, um jogo onde o adversário é qualificado, tanto taticamente como tecnicamente. Você tomar um gol logo com um minuto de jogo, de um escanteio, rebote de escanteio, é sempre muito ruim”, analisou.

CHANCES PERDIDAS

Segundo Rogério, a equipe conseguiu melhorar a partir dos 30 minutos do primeiro tempo, quando passou a criar oportunidades e a encontrar mais espaços no setor ofensivo.

O treinador lamentou que as chances não tenham sido convertidas, pois acreditava que um gol antes do intervalo poderia mudar o cenário da decisão.

“Creio que, se a gente tivesse feito um gol no primeiro tempo, ainda acho que voltaríamos melhor para o segundo tempo”, comentou.

Apesar do resultado, o comandante valorizou a postura dos jogadores até o apito final e a reação dos torcedores após a partida, quando a equipe recebeu aplausos.

“A equipe está de parabéns, porque o principal que eu vejo é o seu empenho, se dedicar, se correr, ter hombridade de buscar o resultado até o final. É o mais importante”, destacou.

AGRADECEU O TORCEDOR

Outro ponto importante da avaliação do treinador foi a retomada da identificação entre a Ferroviária e a comunidade de Araraquara. Rogério agradeceu aos torcedores que acompanharam a equipe durante a temporada, inclusive nos compromissos fora de casa, e ressaltou a satisfação de perceber o crescimento do carinho pelo clube.

“Eu estou aqui há 10, 11 meses na cidade, e esse momento agora está sendo especial, cara, onde que eu vou, as pessoas reconhecendo, as pessoas parabenizando, as pessoas querendo tirar foto, as pessoas querendo ter um contato, ver crianças com a camisa da Ferroviária”, relatou.

O técnico citou situações do cotidiano para ilustrar a aproximação dos torcedores com a equipe. Entre elas, lembrou que seu filho encontrou várias crianças vestindo a camisa da Ferroviária no condomínio onde moram. Também mencionou um estudante que foi à escola com uma representação dos jogadores Alisson e Barreto no cabelo.

“Você começa a mexer no sentimento das pessoas. Isso, obviamente, é gratificante”, afirmou.

Rogério também contou que recebe mensagens de torcedores que relatam a importância dos resultados da equipe para familiares mais velhos ou enfermos, que voltaram a acompanhar momentos positivos do clube. Para o treinador, essa relação reforça o significado do trabalho realizado ao longo do ano.

“Eu acho que hoje eu sou um dos caras que mais falei sobre título desde a minha chegada, porque eu sei da importância que é um título”, disse.

O comandante reconheceu que conquistar a taça da Série C seria o encerramento ideal para a temporada, mas pediu continuidade no apoio ao projeto.

“Se nós permanecermos aqui dentro do clube com o espírito vencedor, e a torcida acreditar, apoiar, estar junto com o grupo, eu creio que a Ferroviária vai alcançar voos maiores”, projetou.

LAMENTOU A CONFUSÃO

Rogério também comentou o desentendimento registrado após o encerramento da decisão. Ao explicar o episódio, citou uma situação ocorrida no jogo de ida.

“Obviamente é lamentável, é ruim. E espero que a gente possa passar por essas situações e que não venha uma punição grande para algum dos nossos jogadores”, afirmou.

TEMPORADA DESGASTANTE

Ao fazer o balanço de 2026, Rogério destacou a quantidade de compromissos disputados pela Ferroviária e o desgaste físico e mental enfrentado pelo elenco.

Segundo o treinador, foram 52 partidas ao longo do ano, em uma temporada que reuniu as disputas da Série A2 do Campeonato Paulista e da Série C do Brasileiro.

“Foi um ano que considero muito bom para a gente, e dou muito crédito à diretoria, à comissão, aos jogadores. Foram 52 jogos, é nível de Série A de Brasileiro isso aí, de quem joga Libertadores, Sul-Americana, porque é muito jogo”, avaliou.

O treinador também chamou a atenção para o número de partidas eliminatórias disputadas pela equipe. Somadas as campanhas nas duas competições, foram 16 jogos decisivos, oito na Série A2 e oito na Série C.

“Isso tem um lado bom e um lado ruim, porque também traz um cansaço mental e físico muito grande. E eu creio que em alguns momentos no jogo de hoje tenha pesado um pouquinho. Só espero que a gente consiga melhorar o que está bom e dar sequência ano que vem para que a gente faça um ano de 2027 brilhante para a Ferroviária”, concluiu.