Fifa deixou jogador irregular atuar nas eliminatórias e Copa
Jornal indica que a entidade identificou um problema na documentação do goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo
FIFA afirmou que seus órgãos jurisdicionais são autônomos e que os casos são analisados com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos apresentados em cada processo
Campinas, SP, 06 – As polêmicas envolvendo a Fifa e o mandato de Gianni Infantino ganhou novo capítulo nesta terça-feira, 6.
Documentos analisados pelo The New York Times indicam que a entidade identificou um problema na documentação do goleiro Lionel Mpasi, da República Democrática do Congo, para representar a seleção, mas mesmo assim permitiu que a equipe africana conquistasse a classificação para a Copa do Mundo de 2026.
ENTENDA
Mpasi havia defendido as categorias de base da França e, apesar de possuir nacionalidade congolesa, não havia concluído corretamente o processo necessário para mudar sua nacionalidade esportiva e passar a defender a seleção africana.
A situação foi identificada pela própria FIFA durante uma revisão provocada por uma denúncia apresentada pela Nigéria. Os nigerianos haviam sido eliminados pela RD Congo na repescagem africana e questionaram a elegibilidade de jogadores congoleses.
POLÊMICA
Segundo os documentos, a FIFA constatou que a Federação Congolesa de Futebol havia iniciado, em 2021, o processo para que Mpasi pudesse trocar a França pela RD Congo, mas a documentação necessária não havia sido concluída
A análise da entidade ocorreu antes da repescagem intercontinental. Ainda de acordo com a publicação, os responsáveis pelo caso chegaram a considerar diferentes possibilidades para solucionar a situação.
Entre as alternativas discutidas estavam atribuir a vitória à Nigéria, aplicar uma multa à RD Congo, substituir a equipe congolesa pela seleção nigeriana na disputa da repescagem contra a Jamaica ou simplesmente não tomar nenhuma medida.
MAIS DETALHES
A última opção acabou prevalecendo, com a alegação de que a denúncia foi feita fora do prazo. Sem sofrer qualquer punição esportiva pelo caso, a RD Congo enfrentou a Jamaica na repescagem intercontinental e venceu o confronto, garantindo sua classificação para a Copa do Mundo de 2026.
Em resposta enviada ao The New York Times, a FIFA afirmou que seus órgãos jurisdicionais são autônomos e que os casos são analisados com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos apresentados em cada processo.
A entidade também declarou que Infantino não teve participação na decisão relacionada à reclamação da Nigéria.
Mpasi integrou o elenco congolês no Mundial. Na fase de grupos, a seleção africana perdeu para Portugal e Colômbia, mas venceu o Uzbequistão e avançou para a fase seguinte. No mata-mata, os congoleses acabaram eliminados pela Inglaterra.
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