Atletas de futsal down buscam mais um título no México

Em Guadalajara, equipe brasileira dá continuidade a uma trajetória de conquistas internacionais e de desenvolvimento de atletas por meio do esporte inclusivo.

A trajetória dos atletas é marcada por uma conquista conjunta dentro e fora das quadras e está ligada ao projeto “Saúde, Inclusão e Sintonia”

Seleção brasileira de futsal down
Seleção brasileira de futsal down. (Foto: Divulgação/ CBDI)

Campinas, SP, 1 – Depois de conquistar o tetracampeonato mundial de Futsal Down, atletas brasileiros com síndrome de Down estão novamente em quadra no México. Desta vez, a equipe está em Guadalajara, onde disputa uma competição internacional da modalidade e busca o tricampeonato internacional.

A trajetória dos atletas é marcada por uma conquista conjunta dentro e fora das quadras e está ligada ao projeto “Saúde, Inclusão e Sintonia”, desenvolvido pela Universidade São Judas em parceria com o técnico Cleiton Monteiro, o JR Galápagos, o Andreense e o Instituto FutShow Brasil.

O projeto utiliza a atividade física e o futsal como ferramentas de inclusão, desenvolvimento e transformação social. O trabalho começou com os alunos na prática esportiva e contribuiu para que eles avançassem na modalidade, passando a representar o Brasil em competições de alto nível.

A conquista do tetra mundial reforça a trajetória do país no Futsal Down, modalidade em que o Brasil vem acumulando títulos e reconhecimento internacional. Agora, em Guadalajara, os atletas têm um novo desafio: buscar o terceiro título internacional e ampliar ainda mais o histórico de conquistas.

Mais do que resultados esportivos, a presença da equipe em competições internacionais evidencia o potencial do esporte como instrumento de inclusão e desenvolvimento. A rotina de treinamentos e competições contribui para aspectos físicos, motores, cognitivos, emocionais e sociais, além de ampliar a autonomia e a autoestima dos atletas.

Para Chrystianne Simões Del Cistia, professora da Universidade São Judas e árbitra nacional do Comitê Paralímpico Brasileiro, o esporte tem um papel que ultrapassa o desempenho em quadra: “A atividade física e o futsal são ferramentas poderosas de inclusão social, desenvolvimento motor e fortalecimento da autoestima para pessoas com síndrome de Down. Os movimentos dinâmicos da quadra ajudam na coordenação, no equilíbrio, na agilidade e na motricidade, enquanto a prática regular contribui para a saúde e o condicionamento. Os treinos também estimulam foco, disciplina, raciocínio rápido e resiliência, além de favorecerem o trabalho em equipe, a socialização e a participação plena na sociedade.”

A experiência dos atletas brasileiros também mostra como projetos de inclusão podem abrir caminhos para o esporte de alto rendimento. A universidade começou como uma iniciativa voltada à saúde, à atividade física e à inclusão, mas transformou sonhos em realidade, inserindo atletas no Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e em competições internacionais, representando o Brasil e buscando novos títulos