Série B vira moedor de técnicos e apenas seis resistem após 30 rodadas

Competição registra 20 mudanças de comando; América-MG e Sport já passaram por quatro treinadores,

Quatorze dos 20 clubes da Série B já alteraram o comando desde a abertura da competição

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Campinas, SP, 01 (AFI) – A Série B ainda não chegou à reta final, mas já consumiu o trabalho de quase um treinador a cada rodada e meia. Após 30 jornadas, a competição registra 20 mudanças de comando e somente seis clubes permanecem com o mesmo técnico da estreia.

O levantamento considera exclusivamente as alterações realizadas depois do início do campeonato. Demissões ocorridas nos estaduais ficaram fora da conta para evitar que períodos diferentes fossem misturados.

Athletic, Botafogo-SP, Cuiabá, Juventude, Novorizontino e Operário-PR formam o pequeno grupo que resistiu à pressão. Os outros 14 participantes trocaram de treinador ao menos uma vez.

América e Sport lideram dança

O caso mais extremo é o do América-MG. Alberto Valentim começou a Série B, mas deixou o cargo após quatro rodadas. Roger Silva assumiu e permaneceu pouco mais de um mês. Depois veio Umberto Louzer, também demitido. Douglas Leite passou a comandar a equipe interinamente.

O Sport percorreu caminho semelhante. Roger Silva caiu logo depois da estreia, Márcio Goiano foi efetivado, Gilmar Dal Pozzo assumiu na sequência e Mariano Soso tornou-se o quarto nome a dirigir a equipe durante o campeonato.

Ponte Preta e Avaí já realizaram duas trocas. Rodrigo Santana iniciou a competição pela Macaca, Édson Boaro cumpriu um período interino, Márcio Zanardi foi contratado e Gilson Kleina recebeu a missão de tentar evitar a queda.

O Avaí começou com Cauan de Almeida, buscou Allan Aal e voltou ao mercado depois de demitir o treinador na 30ª rodada.

Trocas não resolveram crises

O número elevado de substituições não se traduziu automaticamente em reação. América-MG e Ponte Preta continuaram mergulhados na zona de rebaixamento, apesar das sucessivas mudanças.

Em sentido contrário, clubes que preservaram seus trabalhos aparecem em situações mais seguras. Novorizontino, Juventude e Operário-PR atravessaram oscilações sem recorrer à demissão imediata.

A exceção mostra que estabilidade, isoladamente, também não resolve tudo. O Botafogo-SP manteve Cláudio Tencati, mas passou parte do campeonato ameaçado pelo rebaixamento.

Raio-X dos comandos

ClubeTécnico da estreiaSituação após 30 rodadasMudanças
América-MGAlberto ValentimDouglas Leite, interino3
AthleticRui DuarteRui Duarte0
Atlético-GOEduardo SouzaRoger Silva1
AvaíCauan de AlmeidaSem treinador definido2
Botafogo-SPCláudio TencatiCláudio Tencati0
CearáMozartDaniel Paulista1
CRBEduardo BarrocaFábio Matias1
CriciúmaEduardo BaptistaUmberto Louzer1
CuiabáEduardo BarrosEduardo Barros0
FortalezaThiago CarpiniPaulo Autuori1
GoiásDaniel PaulistaMozart1
JuventudeMaurício BarbieriMaurício Barbieri0
LondrinaAllan AalRogério Micale1
NáuticoHélio dos AnjosBruno Pivetti1
NovorizontinoEnderson MoreiraEnderson Moreira0
Operário-PRAlexAlex0
Ponte PretaRodrigo SantanaGilson Kleina2
São BernardoRicardo CataláVinícius Bergantin1
SportRoger SilvaMariano Soso3
Vila NovaAriel Mamede, interinoGuto Ferreira1

Números gerais

  • 20 mudanças de comando;
  • 14 clubes trocaram de treinador;
  • seis resistem com o mesmo profissional;
  • América-MG e Sport fizeram três alterações;
  • Ponte Preta e Avaí fizeram duas;
  • dez equipes mudaram uma vez.

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