Presidente da Portuguesa defende regulamentação das bets

Para o dirigente, a medida também terá impacto direto no futebol, que passou a contar com as casas de apostas como importante fonte de receita

Bourgeois também destacou a importância dos patrocínios para a cadeia do futebol e questionou quem substituiria os recursos

Alex Bourgeois
Alex Bourgeois, presidente da SAF da Portuguesa, Foto: (Reprodução)

São Paulo, SP , 30 (AFI) – Após o Governo Federal publicar a Medida Provisória 1.394/2026, que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das bets no Brasil, o presidente da Portuguesa SAF, Alex Bourgeois, defendeu a regulamentação e fiscalização do setor em vez da proibição.

Para o dirigente, a medida também terá impacto direto no futebol, que passou a contar com as casas de apostas como importante fonte de receita.

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Segundo Bourgeois, em 2025, 18 dos 20 clubes da Série A tinham uma casa de apostas como patrocinadora máster, movimentando cerca de R$ 1,1 bilhão por temporada.

“Portanto, quando discutimos proibir sua publicidade e seus patrocínios, não estamos falando apenas de apostas. Estamos falando também de futebol”, afirmou.

PROTEÇÃO E REGULAMENTAÇÃO

O presidente da Portuguesa reconheceu que os problemas relacionados às apostas precisam ser enfrentados, principalmente na proteção de crianças, adolescentes e pessoas vulneráveis.

Ele defendeu educação, informação, combate à propaganda enganosa, limites e mecanismos de proteção e tratamento para pessoas que desenvolvem comportamento compulsivo.

IMPACTO NO FUTEBOL

Bourgeois também destacou a importância dos patrocínios para a cadeia do futebol e questionou quem substituiria os recursos caso as empresas fossem retiradas do mercado esportivo.

“Antes de simplesmente acabar com tudo isso, precisamos discutir quem substituirá esse dinheiro”, disse. Na avaliação do dirigente, o impacto atingiria clubes menores, competições, federações, emissoras, profissionais e outros setores ligados ao futebol.

CAMINHO DEFENDIDO

Como alternativa, o presidente da Portuguesa defende regulamentação, fiscalização e educação, além de comunicação responsável e combate rigoroso à manipulação de resultados.

“Por isso, acredito que o caminho deveria ser outro: regulamentar, fiscalizar, educar e proteger principalmente crianças e vulneráveis.”

Bourgeois ainda afirmou que as apostas devem ser apresentadas como entretenimento, e não como investimento ou forma de enriquecimento.

Para o dirigente, o futebol brasileiro precisa discutir os excessos das bets e a responsabilidade social do setor, mas também considerar o impacto financeiro provocado pela retirada das empresas de apostas do esporte.