Avaí monitora impacto de MP sobre bets e se pronuncia

A1"PRA1", empresa do setor, ocupa o espaço de patrocinadora máster do Leão e teve seu contrato renovado em abril, com validade até abril de 2027

Não há um risco iminente ao Avaí, do ponto de vista financeiro, pelo menos nesse momento”, declarou o presidente Berbardo Pessi

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A Ressacada - Foto: Divulgação / Avaí

Florianópolis, SC, 30 (AFI) – O Avaí passou a acompanhar de perto os possíveis efeitos da Medida Provisória que determina o encerramento das operações das casas de apostas no Brasil. O tema ganhou atenção especial no clube porque a 1PRA1, empresa do setor, ocupa o espaço de patrocinadora máster do Leão e teve seu contrato renovado em abril deste ano, com validade até abril de 2027.

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A primeira manifestação oficial do clube sobre a medida veio por meio do presidente Bernardo Pessi. Em entrevista coletiva, o dirigente afirmou que o clube acompanha o cenário com preocupação, mas ressaltou que, neste momento, não identifica um impacto financeiro imediato.

“A gente tem acompanhado com bastante preocupação essas medidas que têm sido provocadas pelo Governo Federal. A posição do Avaí é de diálogo. Primeiro, entre os clubes, federações, CBF, ligas e atores envolvidos. Temos mantido diálogo com a nossa patrocinadora para entender também quais são os seus próximos passos. Não há um risco iminente ao Avaí, do ponto de vista financeiro, pelo menos nesse momento”, declarou.

CONTRATO RENOVADO EM ABRIL

A relação entre Avaí e 1PRA1 começou em abril de 2025. Em abril deste ano, os dois lados anunciaram a renovação do vínculo, que estendeu a parceria até abril de 2027.

O acordo não se limita à exposição da marca no espaço principal da camisa. Segundo o próprio Avaí, a empresa também aparece nos uniformes de treino, placas do estádio, telão da Ressacada e redes sociais, além de participar de ações promocionais e ativações com os torcedores.

A existência de um contrato vigente torna a mudança no cenário das apostas um assunto relevante para o clube, embora ainda não haja, segundo Pessi, uma definição sobre eventuais consequências para o acordo.

PRAZOS DA MEDIDA

A MP foi publicada em 25 de setembro e passou a proibir novos aportes nas plataformas. O texto estabelece que materiais publicitários e sinais de patrocínio devem ser retirados até 5 de outubro. A partir do dia seguinte, 6 de outubro, sites e aplicativos de apostas deverão ficar indisponíveis.

A medida provisória ainda tramita no Congresso Nacional e prevê a extinção das autorizações existentes 30 dias após sua publicação.

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É nesse período de transição que o Avaí pretende acompanhar os próximos passos e conversar com a patrocinadora antes de definir eventuais medidas.

POSICIONAMENTO DO AVAÍ

Pessi afirmou que o clube defende o diálogo entre as diferentes entidades envolvidas no futebol e no mercado de apostas. O presidente também destacou que os contratos de patrocínio fazem parte do planejamento financeiro dos clubes.

“Somos absolutamente sensíveis às questões que envolvem a saúde pública, isso tem que ser respeitado e lidado de forma séria, mas, ao mesmo tempo, não estamos falando de um negócio no país que envolve pouco dinheiro. Envolve a economia do país como um todo, muitas pessoas dependem e têm isso como renda, inclusive os próprios clubes de futebol, que trabalham seus orçamentos em cima disso”, afirmou.

O Avaí não havia participado do manifesto divulgado anteriormente por clubes em defesa do mercado regulado de apostas, mas agora fez sua primeira manifestação pública desde a publicação da MP.

AGENDA

Dentro de campo, o Avaí volta a jogar no sábado (3), às 19h30, contra o Ceará, na Ressacada, em Florianópolis, pela 31ª rodada da Série B.

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