São Paulo vive 'Dia D' para quitar direitos de imagem atrasados

Diretoria prometeu zerar débitos com elenco até esta quarta; contrato com Ticketmaster é aposta

Caso não consiga efetuar os depósitos ao longo do dia, a cúpula do São Paulo incorrerá em seu terceiro descumprimento de prazos

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Harry Massis, presidente do São Paulo - Foto: Marcos Ribolli

São Paulo, SP, 30 (AFI) – A quarta-feira (30) marca o limite do prazo estipulado pela diretoria do São Paulo para quitar os débitos com o elenco profissional. A promessa, assumida no início do mês pelo presidente Harry Massis e pelo diretor financeiro Sérgio Pimenta, previa a regularização dos direitos de imagem em atraso, vencimento que atingiu a marca de quatro meses após a parcela de setembro expirar no início da semana.

Caso não consiga efetuar os depósitos ao longo do dia, a cúpula tricolor incorrerá em seu terceiro descumprimento de prazos combinados com o grupo. A primeira promessa de quitar as pendências ocorrera em julho, projetando a solução para agosto, período posteriormente prorrogado para o encerramento de setembro.

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Apesar dos sucessivos adiamentos, o plantel vem demonstrando postura compreensiva diante da grave crise de fluxo de caixa do Morumbis. O clima de incerteza, porém, exigiu dinâmicas internas de solidariedade no início do mês, quando as lideranças do vestiário selaram um pacto informal para apoiar financeiramente atletas e funcionários que enfrentassem dificuldades mais urgentes.

VOTAÇÃO DECISIVA

Para honrar o compromisso e restabelecer a confiança com os atletas, a diretoria deposita suas fichas na aprovação da parceria comercial com a Ticketmaster. O contrato entra em pauta no Conselho Deliberativo a partir desta quarta-feira e projeta um aporte de R$ 140 milhões aos cofres são-paulinos, divididos na seguinte estrutura financeira:

  • Injeção imediata: Repasse de R$ 30 milhões efetuado no momento da assinatura do contrato;
  • Empréstimo em 45 dias: Liberação dos R$ 110 milhões restantes em até mês e meio, com prazo de amortização em cinco anos corrigidos pela taxa CDI acrescida de 1,99%.

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POLÊMICA NOS BASTIDORES

A votação da proposta sofreu atrasos no primeiro escalão político do clube depois que o presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, recomendou a revisão da minuta e criou uma comissão especial de análise.

Nos bastidores, a diretoria atribui a demora a disputas políticas internas. Embora tenha feito ressalvas sobre a condução das tratativas, a comissão emitiu parecer recomendando a aprovação do acordo financeiro.

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