São Paulo atrasa imagem e chega a 4 meses de dívida com o grupo

O cenário frustra as promessas de início de ano da gestão do presidente Harry Massis, que havia garantido o fim dos atrasos recorrentes

O São Paulo acumula quatro meses consecutivos de débitos com o plantel profissional, referentes às parcelas de junho, julho, agosto e setembro

sao paulo divida elenco rubens chiri
O Tricolor vive uma crise nos bastidores - Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC

São Paulo, SP, 29 (AFI) – A crise financeira do São Paulo ganhou mais um capítulo delicado nos bastidores do Morumbis. Sem honrar o pagamento dos direitos de imagem que venceram na última segunda-feira (28), a diretoria tricolor acumula quatro meses consecutivos de débitos com o plantel profissional, referentes às parcelas de junho, julho, agosto e setembro.

O cenário frustra as promessas de início de ano da gestão do presidente Harry Massis, que havia garantido o fim dos atrasos recorrentes de pagamentos no clube.

Futebol Interior está nos Canais do WhatsApp. Participe agora!

O novo furo no fluxo de caixa não surpreendeu os atletas, que já estavam em alerta desde o início de setembro, quando houve atrasos inclusive na folha de pagamento registrada em carteira de trabalho (CLT). A situação atual envolve diferentes camadas de pendências financeiras:

  • Direitos de Imagem em Aberto: A maior parte dos jogadores soma quatro meses de atraso, mas há casos pontuais no elenco em que a dívida atinge seis meses.
  • Acordo de Reagendamento: O clube também descumpriu o pagamento da parcela de setembro referente ao acordo firmado no início da temporada, destinado a quitar os direitos de imagem que ficaram pendentes ao longo de 2025.

Adicione o FI nas suas fontes favoritas do Google!

SALVAÇÃO À VISTA?

Para tentar estancar o endividamento de curto prazo, a cúpula são-paulina aposta todas as fichas na aprovação da parceria com a Ticketmaster. O contrato passa por votação no Conselho Deliberativo nesta terça-feira, com apuração prevista para a quarta-feira.

O negócio prevê o adiantamento de R$ 110 milhões aos cofres tricolores. Pelo formato estabelecido, R$ 30 milhões serão injetados de forma imediata após a assinatura do vínculo, enquanto os R$ 80 milhões restantes serão repassados em até 45 dias. Trata-se de uma operação de crédito que será devolvida à empresa em cinco anos, com taxa de juros balizada pelo CDI acrescido de 1,99%.

Em meio às divergências internas no Morumbis, o Tricolor se manifestou oficialmente para rebater os questionamentos da oposição sobre a transação. Em nota, a diretoria do São Paulo lamentou “a questão do contrato com a Ticketmaster estar sendo tratada como algo político e eleitoreiro”.