Corinthians propõe naming rights à Caixa para quitar a Arena
A proposta central consiste na cessão dos direitos de nome do estádio (naming rights) ao banco estatal
Paralelamente ao acordo definitivo, a comitiva do Corinthians solicitou a devolução de R$ 27 milhões retidos em uma conta reserva vinculada ao contrato
São Paulo, SP, 29 (AFI) – Em uma engenharia financeira ousada para equacionar seu maior gargalo econômico, a diretoria do Corinthians negocia a quitação total da dívida da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal.
A proposta central consiste na cessão dos direitos de nome do estádio (naming rights) ao banco estatal, assunto pautado para discussão no Conselho Diretor da instituição financeira nesta terça-feira.
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Com o débito junto à Caixa cotado em R$ 630 milhões — parcela que representa 22,5% do endividamento global do clube, estimado em R$ 2,8 bilhões —, o presidente Osmar Stabile, acompanhado dos diretores Pedro Soares (Jurídico) e Rafael Castilho (Cultural), liderou reuniões na sede do banco, em Brasília, demonstrando otimismo quanto ao desfecho.
A cúpula alvinegra avalia as propriedades comerciais do estádio em cerca de R$ 70 milhões anuais, montante consideravelmente superior aos R$ 15 milhões corrigidos pela inflação pagos atualmente pela Hypera Pharma desde o acordo firmado em 2020. Para viabilizar a compensação integral do saldo devedor, o plano contempla ainda:
- Transferência operacional: Centralização de contas correntes e folha de pagamento do clube na Caixa;
- Ativos comerciais: Lançamento de títulos de capitalização e emissão de cartões de crédito voltados ao Fiel Torcedor;
- Realocação de parceiros: Oferta de outras propriedades à Hypera Pharma, como os naming rights do CT Joaquim Grava.
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ALÍVIO NO CAIXA
Paralelamente ao acordo definitivo, a comitiva corintiana solicitou a devolução de R$ 27 milhões retidos em uma conta reserva vinculada ao contrato de renegociação de 2022. Estando em dia com o pagamento das parcelas, o clube busca o resgate desse montante para reforçar o capital de giro no dia a dia.
Há também a expectativa de que o banco conceda uma pausa no pagamento das próximas parcelas durante a tramitação das negociações.
BASTIDORES POLÍTICOS
A urgência da cartola alvinegra em sanar a pendência ganha contornos decisivos no cenário político interno. Com eleições para a presidência e para o Conselho Deliberativo marcadas para o dia 28 de novembro, o pleito pela reeleição de Stabile coloca a quitação como principal bandeira de gestão, gerando questionamentos da oposição quanto ao viés eleitoral da medida.
Desde a inauguração da Arena em 2014, o Corinthians já desembolsou aproximadamente R$ 600 milhões no financiamento da obra. A renegociação selada na gestão Duilio Monteiro Alves estipula a quitação final até dezembro de 2041, com amortizações crescentes iniciadas em 2025 e taxa de juros de 2% ao ano acrescida da variação do CDI.
A possibilidade de um acordo ganhou tração após o presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, sugerir publicamente a interrupção dos pagamentos ao banco para priorizar outras pendências urgentes.





































































































































