Pontepretano milionário marca presença em jantar de Trump; entenda
Natural de Campinas e torcedor da Ponte Preta, Cristiano Amon é CEO da Qualcomm e esteve entre os convidados do jantar de Estado oferecido por Donald Trump a Xi Jinping.
Engenheiro formado pela Unicamp, Amon comanda uma das maiores empresas de semicondutores do mundo e mantém a ligação com a Macaca
Campinas, SP, 28 (AFI) – A Ponte Preta teve um representante inusitado em um dos encontros mais badalados do mundo empresarial nesta semana. Torcedor da Macaca e natural de Campinas, Cristiano Amon, presidente e CEO global da Qualcomm, esteve entre os convidados do jantar de Estado oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente da China, Xi Jinping, na Casa Branca.
O encontro aconteceu na quinta-feira (24), em Washington, e reuniu 134 convidados, entre autoridades, empresários e alguns dos principais nomes da indústria de tecnologia mundial. Amon estava ao lado de executivos como Elon Musk, Jensen Huang, Tim Cook, Mark Zuckerberg, Sam Altman e Sundar Pichai.
O detalhe que chama a atenção para os campineiros é que, em meio a alguns dos maiores empresários do planeta, estava um torcedor da Ponte Preta. Amon nasceu e cresceu em Campinas, estudou na Unicamp e mantém a ligação com o clube alvinegro mesmo vivendo há décadas nos Estados Unidos.
QUEM É CRISTIANO AMON
Cristiano Rennó Amon é engenheiro elétrico e construiu praticamente toda a carreira no setor de tecnologia e telecomunicações. Ele estudou Engenharia Elétrica na Unicamp entre 1988 e 1992 e posteriormente recebeu da universidade o título de Doutor Honoris Causa.
Antes de chegar à Qualcomm, Amon passou por empresas como NEC e Ericsson. Em 1995, iniciou sua trajetória na Qualcomm como engenheiro e, ao longo das décadas seguintes, ocupou diferentes posições de liderança.
O brasileiro comandou a divisão de semicondutores da companhia e teve participação importante na estratégia relacionada à plataforma Snapdragon e à expansão das tecnologias de comunicação móvel. Em 2021, assumiu o cargo de CEO global da Qualcomm.
A própria Qualcomm destaca que Amon liderou estratégias relacionadas ao 5G e ajudou a ampliar a atuação da empresa para segmentos como automóveis, computadores, realidade virtual, realidade aumentada, redes e equipamentos industriais.
UM CEO PONTEPRETANO
Apesar da carreira internacional, Amon não abandonou suas raízes campineiras. O executivo é torcedor da Ponte Preta e já teve sua relação com o clube destacada em perfis sobre sua trajetória profissional.
A ligação com a Macaca é uma curiosidade que acompanha a história de um executivo acostumado a circular entre os principais centros de tecnologia e negócios do planeta.
Em Campinas, a trajetória de Amon também é conhecida pela relação com a Unicamp. Em 2019, a universidade concedeu ao engenheiro o título de Doutor Honoris Causa, reconhecimento que destacou sua carreira à frente da Qualcomm.
QUANTO GANHA O CEO DA QUALCOMM?
Outro aspecto que chama atenção na trajetória de Amon é a remuneração. De acordo com os dados divulgados pela Qualcomm à Securities and Exchange Commission (SEC), o executivo recebeu US$ 29,7 milhões em remuneração total no ano fiscal de 2025.
O valor, porém, não corresponde apenas a um salário mensal. A remuneração inclui salário-base, incentivos e principalmente ações da empresa. O salário-base de Amon foi de US$ 1,35 milhão no período, enquanto os prêmios em ações representaram US$ 24,16 milhões.
Por isso, comparações diretas com salários de jogadores de futebol precisam levar em conta a diferença entre salário fixo e remuneração total de executivos. Ainda assim, o pacote anual coloca Amon entre os executivos brasileiros de maior remuneração no cenário corporativo internacional.
DE CAMPINAS PARA O CENTRO DA TECNOLOGIA
A trajetória de Cristiano Amon começou em Campinas e ganhou dimensão internacional ao longo de mais de três décadas no setor de tecnologia. Ele entrou na Qualcomm em 1995 e participou de diferentes fases da evolução das telecomunicações, passando por tecnologias como 3G, 4G e 5G.
Atualmente, uma das frentes estratégicas da Qualcomm está relacionada à inteligência artificial executada diretamente nos dispositivos. A empresa trabalha com chips destinados a smartphones, computadores, automóveis e outros equipamentos capazes de realizar processamento local.
O crescimento da inteligência artificial também colocou Amon em uma posição cada vez mais próxima das discussões envolvendo tecnologia, semicondutores e relações comerciais entre Estados Unidos e China.
DE CAMPINAS À CASA BRANCA
A presença de Amon no jantar com Trump e Xi Jinping não foi seu primeiro contato com uma agenda de alto nível envolvendo os dois países. Em maio deste ano, ele integrou uma comitiva empresarial que acompanhou Trump durante uma viagem à China.
O CEO da Qualcomm também ocupa posições relacionadas às relações empresariais entre Estados Unidos e China. A empresa possui forte exposição ao mercado chinês, enquanto as duas maiores economias do mundo disputam espaço em áreas estratégicas como semicondutores, inteligência artificial e tecnologia.
No jantar realizado na Casa Branca, Amon dividiu o espaço com alguns dos nomes mais conhecidos do setor tecnológico. Para a Ponte Preta, porém, ele representa uma conexão curiosa: um campineiro e pontepretano que saiu da cidade, construiu uma carreira global e acabou sentado à mesa de um dos eventos empresariais mais importantes do mundo.





































































































































