Martinelli celebra chance na Seleção e mira evolução com Ancelotti
Em sua primeira convocação, Martinelli destaca a oportunidade de trabalhar com Carlo Ancelotti e promete aproveitar cada momento com a Seleção Brasileira.
Meio-campista do Fluminense foi chamado após lesão de João Pedro e revela conversa com Thiago Silva sobre o trabalho de Ancelotti
Brisbane, Austrália, 28 (AFI) – Martinelli vive um momento especial na carreira ao integrar pela primeira vez a Seleção Brasileira principal. Convocado para a Super Data FIFA, o meio-campista do Fluminense quer aproveitar a oportunidade ao máximo e destacou a importância de trabalhar sob o comando de Carlo Ancelotti.
Chamado após João Pedro, do Chelsea, ser desconvocado por lesão, Martinelli afirmou que sabe o quanto é difícil alcançar a Seleção e considera a oportunidade um privilégio.
“Todo jogador quer vestir o escudo da Seleção. Só tenho que agradecer a Deus por essa oportunidade, pelo professor e por todo o staff. E a cada dia que passa aqui estou desfrutando ao máximo, vivendo intensamente, porque a gente sabe como é difícil estar aqui. Temos que nos sentir privilegiados e dar a nossa vida pela Seleção.”
MARTINELLI CONVERSOU COM THIAGO SILVA SOBRE ANCELOTTI
Logo depois de receber a notícia da convocação, Martinelli procurou Thiago Silva, seu companheiro de Fluminense. O zagueiro trabalhou com Ancelotti durante a passagem pelo Milan e pelo Paris Saint-Germain e compartilhou algumas impressões sobre o treinador italiano.
O meio-campista destacou a experiência acumulada pelo comandante e espera contribuir durante o período com a Seleção.
“A gente sabe que o Mister é um treinador de alta bagagem, de títulos, de times. Quando recebi a ligação que infelizmente o João Pedro teve uma lesão e eu fui chamado, fiquei muito feliz. No outro dia, o Thiago (Silva), que trabalhou com ele no Milan, comentou comigo, me passou algumas coisas.”
“Esse momento é muito importante na minha carreira e espero ajudar muito o Mister e todos nossos companheiros da Seleção”, completou.
FLUMINENSE TEVE PAPEL CENTRAL NA TRAJETÓRIA
Antes da convocação, Martinelli já era um nome frequentemente lembrado por torcedores do Fluminense. O jogador chegou ao clube em 2017, ainda nas categorias de base, e construiu uma trajetória marcada por títulos importantes.
Pelo Tricolor, conquistou os Campeonatos Cariocas de 2022 e 2023, a Libertadores de 2023 e a Recopa Sul-Americana de 2024.
A possibilidade de defender a Seleção ganhou força quando Martinelli apareceu na lista larga. O jogador contou que ficou feliz com a repercussão, mas procurou manter o foco nas atuações pelo clube.
“Fiquei feliz quando meu nome foi especulado. Quando eu fiquei sabendo que estava na lista larga, fiquei mais feliz ainda. Só de estar ali, era um motivo de muita alegria para mim.”
Segundo o meio-campista, as cobranças e comentários dos torcedores serviram como motivação, mas o objetivo principal continuou sendo apresentar um bom desempenho pelo Fluminense.
“Quando eu passava na zona mista dos jogos, o pessoal comentava, mas eu tinha que estar focado no meu clube para que eu faça o meu melhor desempenho, para que eu possa chegar na Seleção e corresponder à altura.”
“O FLUMINENSE ME FEZ HOMEM E JOGADOR”
Natural de Presidente Prudente, no interior de São Paulo, Martinelli atribuiu ao Fluminense papel fundamental em sua formação dentro e fora de campo.
“(O Fluminense) representa demais para mim. É o clube que me fez homem, que me fez jogador, que me deu essa oportunidade de mostrar o meu futebol, junto com todos meus companheiros, staff. Todo mundo me ajudou demais.”
O jogador também ressaltou que o clube foi a porta de entrada para que pudesse desenvolver sua carreira e alcançar a Seleção Brasileira.
“Foi a porta de entrada para que eu pudesse mostrar meu futebol, meu valor, para que um dia eu pudesse chegar na Seleção. Tenho total gratidão pelo clube. E vou continuar sempre dando a vida pelo meu clube para que eu possa estar mais vezes aqui.”
MEIO-CAMPISTA ESTÁ ENTRE NOVE ESTREANTES
Martinelli faz parte de um grupo de nove jogadores que receberam a primeira convocação para a Seleção principal nesta Data FIFA. Além dele, também estreiam Mauro Júnior, Otávio, Jair, Arthur Dias, Breno Bidon, Matheuzinho, Gabriel Bontempo e Pedro Morisco.
No primeiro compromisso da convocação, Martinelli não entrou em campo no empate por 1 a 1 com a Austrália, na última sexta-feira (25), em Townsville.
A Seleção volta a enfrentar os australianos nesta terça-feira (29), no Suncorp Stadium, em Brisbane, às 7h de Brasília. O último compromisso será contra a Índia, no sábado (3), no estádio Vivekananda Yuba Bharati Krirangan, em Calcutá, às 11h de Brasília.
MARTINELLI DESTACA IMPORTÂNCIA DO NOVO CICLO
Para o meio-campista, os amistosos fazem parte de um processo de construção da equipe para os próximos anos. Martinelli ressaltou a necessidade de aproveitar cada oportunidade para ganhar experiência e criar uma identidade coletiva.
“É um novo ciclo que está se iniciando, se criando. Teve bastante mudança da última convocação para essa, que tem vários estreantes. Acho que é importante, sim, para o Brasil. Você vai criando bagagem, vai dando casca, porque estar aqui é muito diferente de jogar pelo clube.”
O jogador também destacou o nível dos adversários e projetou a preparação para o próximo ciclo de Copa do Mundo.
“São jogos de muito alto nível, são os melhores do mundo de cada seleção. Acho que cada oportunidade é um passo para criar casca, mostrar seu futebol e se sentir à vontade, para que nesses quatro anos possa ser criado um grande time, para que a gente possa chegar forte na Copa.”
GRUPO E INSPIRAÇÕES NA SELEÇÃO
Martinelli também comentou sobre a adaptação ao elenco e o ambiente encontrado em sua primeira experiência com a Seleção principal. Segundo ele, os novos jogadores conseguiram criar rapidamente uma boa sintonia.
“O grupo tem bastante gente nova, conseguimos nos acolher bem e os treinos são muito bons, intensos. Estou me sentindo bem, vamos nos adaptando, criando uma amizade. O grupo está numa sintonia legal, acho que isso deixa todo mundo forte.”
Entre suas referências no meio-campo, Martinelli citou nomes de diferentes gerações da Seleção, como Casemiro, Fabinho, Kléberson e Fred.
“A Seleção sempre teve meio-campistas de alto nível. É difícil citar todo mundo, mas quem eu via na televisão eram Casemiro, que eu gostava muito, Fabinho, e um pouco mais antigo o Kléberson, que eu não peguei muito, mas via vídeos e o pessoal comenta que era um baita meio-campista.”
O jogador ainda mencionou Fred, que recentemente retornou ao futebol brasileiro, e celebrou a realização de um objetivo que parecia distante durante a infância.
“O próprio Fred, que agora acabou de voltar para o Brasil, era um cara que eu sempre gostei muito de ver jogando. O Brasil sempre foi repleto de craques e eu jamais esperava estar aqui hoje.”
Sem ter entrado em campo na estreia da Data FIFA, Martinelli agora aguarda novas oportunidades diante da Austrália e da Índia para dar os primeiros passos de sua trajetória na Seleção Brasileira.





































































































































