Estrangeiros viram coleção de fracassos e Guarani fica com apenas um sobrevivente

Saída de Diego Torres deixa japonês emprestado como único jogador de outro país ainda vinculado ao Bugre

O Guarani já contou com 28 jogadores estrangeiros em sua história, mas poucos conseguiram deixar uma marca relevante no Brinco de Ouro

Ryuta Takahashi em ação pelo Bugre (Foto: Raphael Silvestre-Guarani FC)
Ryuta Takahashi em ação pelo Bugre (Foto: Raphael Silvestre-Guarani FC)

Campinas, SP, 28 (AFI) – A passagem de Diego Torres pelo Guarani está próxima do fim e acrescenta mais um nome à extensa lista de estrangeiros que chegaram cercados de expectativa, mas deixaram pouco dentro de campo. Com a saída do argentino, o Bugre ficará com apenas um jogador de outro país sob contrato.

O único sobrevivente é o japonês Ryuta Takahashi, de 21 anos. Mesmo assim, ele não está em Campinas. O meia-atacante foi emprestado ao União Frederiquense para disputar a segunda divisão do Campeonato Gaúcho e tem vínculo com o Guarani até dezembro de 2027.

Ryuta marcou recentemente o primeiro gol em uma partida oficial desde que chegou ao Brasil. A bola na rede saiu na vitória por 2 a 0 sobre o Aimoré. Na atual competição, o japonês soma dez jogos, quase todos entrando durante as partidas, e um gol.

Diego Torres deixa números discretos e ação milionária

Contratado em junho de 2025 para assumir um papel de protagonismo, Diego Torres disputou 24 partidas, marcou três gols e deu três assistências. Pouco mais de um ano depois, deixa o clube sem conseguir se consolidar como titular absoluto.

A despedida ainda carrega um problema financeiro. O jogador acionou o Guarani na Justiça do Trabalho e cobra aproximadamente R$ 1,6 milhão. O caso aumenta o prejuízo de uma passagem que não entregou o retorno esportivo esperado.

Diego foi o sexto argentino a atuar oficialmente pelo Bugre. Antes dele, passaram pelo clube Gritta, Raúl Bernao, Diego Loscri, Leonel Liberman e Ivan Alvariño. Loscri, contratado após defender o Racing, fez 14 jogos, marcou uma vez e foi expulso em uma partida. Liberman entrou em campo somente cinco vezes e não balançou a rede.

Poucos escaparam da lista de decepções

O Guarani já utilizou 28 estrangeiros de dez nacionalidades. Argentina e Colômbia lideram o levantamento, com seis jogadores cada, seguidas pelo Paraguai, com cinco. A relação ainda reúne representantes de Uruguai, Peru, Coreia do Sul, Tunísia, Croácia, Alemanha e Japão.

Entre as contratações de maior repercussão que não vingaram aparece Pablo Armero. O colombiano chegou em 2019 com duas Copas do Mundo e 68 jogos pela seleção no currículo, mas disputou somente três partidas pelo Bugre antes de encerrar a carreira.

Também tiveram participações apagadas o colombiano Rentería, o peruano Juan Cominges e o croata Igor Jovicevic. Cominges acumulou 14 aparições na Série C de 2013, enquanto Jovicevic desembarcou com a expectativa criada por sua formação nas categorias de base do Real Madrid, mas não conseguiu se firmar.

Richard Ríos virou a grande exceção

O principal caso de sucesso recente é Richard Ríos. O colombiano disputou 20 partidas e marcou três gols pelo Guarani antes de ser vendido ao Palmeiras. A primeira operação rendeu R$ 6 milhões por 60% dos direitos econômicos e mais R$ 1,5 milhão por outra parcela posteriormente negociada.

A valorização continuou quando o Palmeiras vendeu Ríos ao Benfica. Como ainda mantinha uma fatia dos direitos do atleta, o Guarani recebeu a maior receita de sua história envolvendo a negociação de um jogador.

Outro estrangeiro lembrado positivamente é o paraguaio Braian Samudio. Em 2017, o atacante disputou 26 partidas, marcou sete gols e foi importante principalmente durante o início da Série B.

Fora as duas exceções, a maioria dos estrangeiros teve passagem curta ou discreta. Agora, o futuro da representação internacional no Brinco está depositado em Ryuta, que tenta ganhar experiência no futebol gaúcho antes de retornar a um Guarani que poderá estar sob novo comando em 2027.

Estrangeiros que defenderam o Guarani

  • Argentina: Gritta, Raúl Bernao, Diego Loscri, Leonel Liberman, Ivan Alvariño e Diego Torres
  • Colômbia: Juan Obregón, Edwin Castro, Esteban, Rentería, Pablo Armero e Richard Ríos
  • Paraguai: Vasquez, Patito, Pérez, Braian Samudio e Rogério Leichtweis
  • Uruguai: Léo Percovich, Sebastian e Mansilla
  • Peru: Jesus Villalobos e Juan Cominges
  • Coreia do Sul: Ji-Seok Kim e Kim Jae Wook
  • Alemanha: Mihaijlo Schingiry
  • Tunísia: Mahmoud Gadri
  • Croácia: Igor Jovicevic
  • Japão: Ryuta Takahashi

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