Chapecoense volta a Medellín e empata em noite histórica dez anos após acidente
O time catarinense empatou por 1 a 1 com o Atlético Nacional, no Estádio Atanasio Girardot, em um amistoso marcado pela emoção
A situação na Série A é crítica. A Chape ocupa a 20ª e última colocação, com 18 pontos
Chapecó, SC, 26 (AFI) – Dez anos depois da tragédia que uniu dois clubes e comoveu o mundo, a Chapecoense voltou a Medellín. Neste sábado (26), o time catarinense empatou por 1 a 1 com o Atlético Nacional, no Estádio Atanasio Girardot, em um amistoso marcado pela emoção, pelas homenagens e pela solidariedade.
O duelo começou equilibrado, com as duas equipes encontrando dificuldades para avançar diante da forte marcação. A Chape procurou manter a organização e aproveitou o amistoso para dar ritmo aos jogadores durante a pausa no Campeonato Brasileiro.
Aos dez minutos, a partida foi interrompida para uma homenagem às vítimas do acidente aéreo de 29 de novembro de 2016. Torcedores dos dois clubes se levantaram para um minuto de aplausos, em uma das cenas mais emocionantes da noite.
Gols saem em sequência
A Chapecoense abriu o placar aos 21 minutos do primeiro tempo. Yago Felipe apareceu no ataque e finalizou para colocar a equipe brasileira em vantagem. A comemoração, porém, durou pouco.
Logo na saída de bola, o Atlético Nacional avançou e chegou ao empate com Emanuel Benítez. O gol, marcado aos 22 minutos, impediu que a Chape tivesse tempo para administrar a vantagem e recolocou os donos da casa na partida.
No segundo tempo, as equipes fizeram mudanças e o ritmo caiu em alguns momentos. Mesmo fora de casa, a Chapecoense não se limitou a defender e tentou explorar os erros do Atlético Nacional para buscar a vitória.
A melhor oportunidade nos minutos finais nasceu de uma falha da defesa colombiana. Maurício Garcez recuperou a bola próximo da área e finalizou com força, mas o goleiro Luis Marquínez evitou o segundo gol. O placar permaneceu empatado até o apito final.
Amistoso antes da batalha contra a queda
Além das homenagens, a partida teve importância esportiva para a Chapecoense. A equipe aproveitou a pausa no calendário nacional para manter o elenco em atividade antes da reta decisiva do Brasileirão.
A situação na Série A é crítica. A Chape ocupa a 20ª e última colocação, com 18 pontos, e está dez atrás do Grêmio, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. Restam dez partidas para o encerramento da competição.
A equipe catarinense venceu apenas três dos 28 jogos disputados, mas apresentou uma reação recente ao derrotar o Corinthians por 2 a 1, em São Paulo, e empatar com o Atlético-MG por 1 a 1, em Belo Horizonte. A recuperação, porém, precisa ganhar velocidade para que o clube ainda tenha chances de permanecer na elite.
O próximo compromisso será no dia 7 de outubro, às 20h, contra o Vitória, no Barradão. O adversário também está envolvido na parte inferior da classificação, o que transforma o confronto em uma partida decisiva para a tentativa de reação da Chapecoense.
Amizade que atravessou uma década
Em 2016, a delegação da Chapecoense seguia para Medellín, onde enfrentaria o Atlético Nacional na final da Copa Sul-Americana. A queda do avião matou 71 pessoas, e apenas seis sobreviveram.
Após a tragédia, o Atlético Nacional pediu à Conmebol que entregasse o título à Chapecoense. Dez anos depois, os dois clubes voltaram a se encontrar no mesmo estádio em uma partida que também teve caráter social: parte da renda será destinada às vítimas do terremoto que atingiu regiões da Colômbia.




































































































































