Polícia Federal vai ao Corinthians em apuração sobre empresa de segurança

A movimentação ocorre no contexto das apurações envolvendo a contratação da Bear Security

A apuração da PF acontece após o caso ter sido encaminhado para Brasília pelo promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo

Corinthians
Foto: Divulgação

São Paulo, SP , 24 (AFI) – A Polícia Federal esteve no Parque São Jorge, sede social do Corinthians, nesta quinta-feira (24), para solicitar documentos relacionados à contratação de uma empresa de segurança que prestou serviços ao presidente Osmar Stabile. A movimentação ocorre no contexto das apurações envolvendo a contratação da Bear Security.

Segundo informações divulgadas nesta quinta, os agentes buscaram contratos e documentos referentes à contratação da empresa. A apuração da PF acontece após o caso ter sido encaminhado para Brasília pelo promotor Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo.

SEGURANÇA

O episódio está relacionado a uma investigação que já vinha sendo conduzida pelo MP-SP sobre os serviços de segurança utilizados por Stabile.

Em setembro, o Ministério Público apresentou denúncia contra o presidente do Corinthians, apontando que valores do clube teriam sido destinados ao pagamento da Bear Security. De acordo com a denúncia, os pagamentos chegaram a R$ 721 mil entre julho de 2025 e agosto de 2026.

O MP-SP também afirmou que a empresa não teria autorização da Polícia Federal para atuar no setor de segurança privada. A denúncia ainda solicita o bloqueio de bens de Stabile no valor de R$ 721 mil e outras medidas cautelares, pedidos que dependem de análise judicial.

DEFESA

A defesa do presidente corintiano nega que tenha havido apropriação de recursos do clube e sustenta que a segurança foi contratada em razão do cargo ocupado por Stabile.

Segundo a manifestação apresentada, o dirigente permanece no exercício da presidência enquanto os pedidos do Ministério Público aguardam decisão da Justiça.