São Paulo e Corinthians ampliam projetos para o futebol feminino

Gigantes do futebol brasileiro vêm se destacando como as principais forças da modalidade dentro e fora de campo

Neste sábado, 26, às 16h30 (de Brasília), São Paulo e Corinthians disputam o primeiro jogo da final na Neo Química Arena

GABI ZANOTTI
Gabi Zanotti celebra gol pelo Corinthians (Foto: Rodrigo Gazzanel-SCCP)

São Paulo, SP, 24 – Pela oitava vez, o Campeonato Brasileiro Feminino será decidido em um duelo paulista. Neste sábado, 26, às 16h30 (de Brasília), São Paulo e Corinthians disputam o primeiro jogo da final na Neo Química Arena, com mando alvinegro.

Os clubes, que já se encontraram na decisão em 2024, vêm se destacando como as principais forças da modalidade dentro e fora de campo, especialmente com a consolidação de projetos e parcerias exclusivas.

ENTENDA

Líder da primeira fase da competição, o São Paulo, em parceria com a New Balance, lançou, pela primeira vez, uma terceira camisa desenvolvida exclusivamente para o futebol feminino.

O uniforme integra a coleção de 2026 e inaugura a contagem regressiva para o centenário são-paulino, celebrando o chamado “DNA Tricolor”. A peça também possui um selo com uma flor de lótus e a inscrição “Somos Lótus, Somos Luta”.

FALA, DIRETOR

“O futebol feminino ocupa uma posição estratégica dentro do São Paulo, e a campanha no Campeonato Brasileiro demonstra a consistência do trabalho realizado. O lançamento de uma camisa exclusiva para a equipe feminina, algo inédito na história do clube, reforça esse compromisso.

Queremos aproveitar esse momento para aproximar ainda mais o time da torcida, ampliar sua exposição e abrir novas oportunidades comerciais. Existe um mercado em desenvolvimento, com espaço para marcas interessadas em construir projetos de longo prazo e participar ativamente do crescimento da modalidade”, afirmou André Marques, diretor executivo de Marketing do São Paulo.

Por outro lado, o Corinthians, atual campeão e recordista de títulos na modalidade, fechou contrato com a Remessa Online, empresa brasileira especializada em câmbio e transferências internacionais, para estampar a barra inferior traseira do uniforme até o final de 2026.

MAIS DETALHES

Além disso, o clube está finalizando as obras do futuro centro de treinamento exclusivo para o time feminino, que hoje divide espaço com as equipes de base do futebol masculino.

“Existe uma oportunidade enorme com o futebol feminino de construir identidade, novos ativos e novas formas de conexão com marcas e torcedores.

E isso também ajuda a formar a próxima geração: quanto mais o feminino ocupa espaço, cria seus próprios códigos e ganha visibilidade, mais meninas conseguem se enxergar nesse caminho”, comentou Camila Estefano, gerente-geral do Estrelas, iniciativa social que fomenta a modalidade.

PATROCINADORES EXCLUSIVOS CRESCEM NO BRASIL

Ao todo, 12 dos 18 clubes que disputaram a Série A do Campeonato Brasileiro em 2026 contam com patrocinadores exclusivos para suas equipes femininas. O movimento reforça a crescente valorização da modalidade próximo a disputa da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será sediada no Brasil.

“Os patrocínios exclusivos por modalidade são importantes para o futebol feminino porque permitem que as marcas construam ativações específicas para aquele público, com retorno mais direto e mensurável do que numa cota genérica. O crescimento desse modelo mostra que a modalidade já conquistou espaço para negociações e orçamentos próprios dentro das marcas.

Esse amadurecimento comercial ganha ainda mais relevância às vésperas da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil, um momento que deve ampliar a exposição da modalidade e adiantar decisões de marcas que já entendem o timing como parte da estratégia”, pontuou Thiciana Simão, CEO e cofundadora da AdSports, plataforma que conecta entidades e eventos esportivos a marcas interessadas em patrocínio.

“Os projetos exclusivos mostram que o mercado já entende que não se trata apenas de replicar ações do futebol masculino, mas de construir propriedades, identidades e ativações pensadas especificamente para o futebol feminino”, acrescentou Fábio Wolff, membro do comitê organizador da Brasil Ladies Cup.