Bastidores fervendo! Entenda a queda de Hélio no Náutico
O ponto de ruptura no relacionamento com o grupo de jogadores ocorreu no empate em 1 a 1 com a Ponte Preta
A decisão, tomada após o fracasso nas negociações para a manutenção do ambiente, encerrou um longo ciclo de Hélio no Timbu
Recife, PE, 24 (AFI) – A demissão da dupla de técnicos Hélio e Guilherme dos Anjos no Náutico não foi uma surpresa no CT Wilson Campos, mas sim o capítulo final de um longo desgaste acumulado nos bastidores do clube.
A decisão, tomada após o fracasso nas negociações para a manutenção do ambiente, encerrou um ciclo marcado por atritos diretos da comissão técnica com o elenco de jogadores e membros da própria diretoria alvirrubra.
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Um dos principais fatores para a deterioração do clima interno foi o fato de pai e filho acumularem a comissão técnica com o gerenciamento direto do futebol. Conforme o portal Ge, a tensão se intensificou na janela de transferências com a decisão de afastar e desligar atletas em meio a uma sequência de oito jogos sem vitória na Série B.
Decisões como utilizar jogadores prestes a sair — casos do atacante Felipe Saraiva e do meia Felipe Cardoso — ao mesmo tempo em que peças como Yuri Silva e Mateus Silva eram escanteadas geraram forte incômodo no vestiário timbu.
PACTO QUEBRADO
O ponto de ruptura no relacionamento com o grupo de jogadores ocorreu no empate em 1 a 1 com a Ponte Preta, marcado por cobranças ríspidas de Hélio e Guilherme. A diretoria precisou intervir junto às lideranças para tentar selar um pacto pela permanência na Série B, mas a crise só escalou:
- Invasão no auditório: Após revés para o América-MG, a cúpula convocou uma reunião fechada com os atletas. Sem serem convidados pelo presidente Bruno Becker, Hélio e Guilherme entraram no recinto.
- Procura por substitutos: Com o revés diante do Cuiabá, a diretoria passou a mapear o mercado em busca de novos nomes.
- Ataque a dirigente: Irritado ao saber das sondagens, Hélio reuniu o grupo antes do treino e criticou severamente o diretor de futebol Ítalo Braga.
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FIM DA LINHA
A forte cobrança ao dirigente na ausência dele foi a gota d’água para a cúpula alvirrubra. O presidente Bruno Becker, que pretendia oficializar a troca apenas com um novo técnico já acertado, convenceu-se de que a continuidade era insustentável e comunicou o encerramento do contrato ao fim da atividade.
Sem comandante fixo, o Náutico tenta juntar os cacos para encarar o decisivo Clássico dos Clássicos contra o Sport no próximo sábado, válido pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro.





































































































































