Corinthians chega ao 2º mês devendo direito de imagem

A parcela pendente não é um caso isolado: o Timão já amargava o atraso dos direitos de imagem de julho, somado a pendências relativas a premiações e a uma fatia das férias

Somente nos primeiros seis meses deste ano, o balanço corintiano registrou um déficit de R$ 246 milhões, valor 78,2% superior ao prejuízo previsto

Parque São Jorge, sede social do Corinthians
Parque São Jorge, sede social do Corinthians - Foto: Divulgação-SCCP

São Paulo, SP, 22 (AFI) – Uma grave crise financeira volta a assombrar os bastidores do Parque São Jorge. Sem fôlego em caixa, a diretoria do Corinthians não realizou o pagamento dos direitos de imagem do futebol masculino referentes a agosto, vencidos no último dia 20. Com isso, o clube passa a acumular dois meses de débitos consecutivos dessa verba com o elenco principal.

Futebol Interior agora está nos Canais do WhatsApp. Participe agora!

A parcela pendente não é um caso isolado: o Timão já amargava o atraso dos direitos de imagem de julho, somado a pendências relativas a premiações e a uma fatia das férias do plantel. Para piorar o cenário de incertezas, o Corinthians não tem prazo para acertar os dois meses atrasados de direitos de imagem.

Os valores envolvidos pesam significativamente no orçamento alvinegro. O montante destinado aos direitos de imagem representa grande parte dos vencimentos dos atletas de maior salário e custa em torno de R$ 10 milhões por mês ao clube. A instabilidade nos fluxos de pagamento já vinha se desenhando há semanas, quando a folha no regime CLT também sofreu atraso de sete dias, sendo quitada poucas horas antes do duelo eliminatório contra o Estudiantes, na Conmebol Libertadores — partida que culminou na eliminação corintiana dentro de casa.

O desequilíbrio no departamento de futebol reflete o momento operacional delicado da instituição. Somente nos primeiros seis meses deste ano, o balanço corintiano registrou um déficit de R$ 246 milhões, valor 78,2% superior ao prejuízo de R$ 138,028 milhões previsto no orçamento inicial do período.

Adicione o FI nas suas fontes favoritas do Google!

Como consequência direta do endividamento, o futebol do clube segue engessado no mercado. O Corinthians está proibido de contratar desde 21 de maio, quando entrou o primeiro dos três transfer bans atualmente em vigor, com dívidas que totalizam cerca de R$ 21,5 milhões na FIFA.

Confira também: