Ponte Preta pode ser rebaixada duas vezes no mesmo ano: quantos clubes já viveram esse pesadelo?
Oeste e Paraná viveram dramas semelhantes ao da Ponte Preta no passado
Caso a segunda queda seja confirmada, 2026 ficará marcado por uma situação rara e dolorosa na história centenária da Ponte
Campinas, SP, 21 (AFI) – O ano que começou com um rebaixamento pode terminar da mesma maneira para a Ponte Preta. Depois de cair para a Série A2 do Campeonato Paulista, a Macaca está cada vez mais próxima de também deixar a Série B do Campeonato Brasileiro e disputar a Série C em 2027.
Caso a segunda queda seja confirmada, 2026 ficará marcado por uma situação rara e dolorosa na história centenária da Ponte: dois rebaixamentos dentro da mesma temporada.
A diferença entre as duas campanhas também chama atenção pela dimensão dos números. No Paulista, a Ponte terminou sem nenhuma vitória. Na Série B, ocupa a última colocação depois de 29 rodadas e só pode chegar aos 40 pontos mesmo que vença todos os jogos restantes.
Primeiro rebaixamento veio logo no início do ano
O primeiro golpe aconteceu muito cedo. A Ponte começou 2026 vivendo um dos piores momentos de sua história no Campeonato Paulista. Depois de seis rodadas, tinha apenas um ponto, com cinco derrotas e um empate.
O rebaixamento foi matematicamente confirmado em fevereiro, após a derrota por 2 a 0 para a Portuguesa, no Canindé. A Macaca chegou à última rodada já sem possibilidade de permanecer na elite e encerrou o campeonato na 16ª e última colocação.
Foram oito partidas, sete derrotas e apenas um empate. Pela primeira vez, a Ponte terminou uma competição oficial sem conquistar uma única vitória.
O desastre estadual, porém, seria apenas o início de um ano ainda mais complicado.
Série B repetiu o roteiro
A expectativa era de que a competição nacional representasse uma oportunidade de reconstrução. Não aconteceu. A Ponte voltou a acumular derrotas e chegou a ficar 22 partidas consecutivas sem vencer, estabelecendo o maior jejum da história da Série B.
A sequência só terminou diante do CRB, com a vitória por 1 a 0 no Moisés Lucarelli. Mesmo assim, a situação continua extremamente delicada. A Macaca soma 13 pontos depois de 29 jogos e está muito distante da primeira equipe fora da zona de rebaixamento. O máximo possível agora é chegar a 40.
Dois rebaixamentos no mesmo ano já aconteceram
O futebol brasileiro possui exemplos recentes de clubes que tiveram duas quedas confirmadas dentro do mesmo ano civil, embora em circunstâncias diferentes da situação enfrentada atualmente pela Ponte. Um dos casos mais impressionantes foi o do Oeste, o agora Osasco Sporting, em 2021.
O clube paulista teve o rebaixamento da Série B de 2020 confirmado em janeiro de 2021. A competição havia avançado para o ano seguinte em razão das mudanças de calendário provocadas pela pandemia de Covid-19.
Meses depois, o Oeste disputou a Série C de 2021 e sofreu uma nova queda, desta vez para a Série D. Assim, foram dois rebaixamentos nacionais confirmados no intervalo de poucos meses.
Paraná também despencou duas vezes
O Paraná Clube viveu uma situação semelhante naquele mesmo ano. Em janeiro de 2021, o time teve confirmado o descenso da Série B de 2020 para a Série C. Em setembro, já disputando a terceira divisão de 2021, sofreu um novo rebaixamento e caiu para a Série D.
Foi mais um capítulo de uma queda esportiva impressionante. Poucos anos antes, em 2018, o Paraná disputava a Série A do Campeonato Brasileiro. Os exemplos de Oeste e Paraná, entretanto, possuem uma diferença fundamental em relação à Ponte.
As primeiras quedas confirmadas em 2021 eram referentes à Série B de 2020, que terminou excepcionalmente no ano seguinte por causa da pandemia. Portanto, não representam exatamente o mesmo cenário que a Macaca pode enfrentar agora.
O caso da Ponte seria diferente
Se cair novamente, a Ponte terá sofrido dois rebaixamentos em competições pertencentes normalmente à mesma temporada de 2026. Primeiro, do Campeonato Paulista para a Série A2. Depois, da Série B do Brasileiro para a Série C.
Isso significa que o clube poderá iniciar 2027 tendo de buscar reconstrução em duas frentes inferiores simultaneamente.
No futebol estadual, precisará tentar retornar à elite paulista. Nacionalmente, terá de disputar novamente a Série C em busca de uma vaga na segunda divisão.
Do título nacional ao risco de duas quedas
Existe ainda um contraste que torna a situação mais impressionante. Tudo isso acontece apenas um ano depois de a Ponte comemorar o título da Série C de 2025.
A conquista representou um dos momentos mais importantes da história recente do clube e devolveu a Macaca à Série B. Poucos meses depois, o cenário se transformou completamente.





































































































































