Ponte Preta precisa de um milagre para escapar da queda: veja o tamanho da missão

A Macaca permanece na lanterna, com apenas 13 pontos, e terá de realizar uma reta final praticamente perfeita para ainda sonhar com a permanência

Restam nove partidas para a Ponte disputar, o equivalente a 27 pontos.

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Ponte Preta

Campinas, SP, 21 (AFI) – A vitória por 1 a 0 sobre o CRB colocou fim a 149 dias de espera, mas não foi suficiente para tirar a Ponte Preta de uma situação dramática na Série B do Campeonato Brasileiro. Depois de 29 rodadas, a Macaca permanece na lanterna, com apenas 13 pontos, e terá de realizar uma reta final praticamente perfeita para ainda sonhar com a permanência.

Restam nove partidas para a Ponte disputar, o equivalente a 27 pontos. Isso significa que, mesmo vencendo absolutamente todos os compromissos até o encerramento da competição, o time de Campinas terminará com no máximo 40 pontos.

O problema é que o Botafogo-SP, primeiro clube fora da zona de rebaixamento após 29 jogos, soma 32 pontos. Entre os dois aparecem outros concorrentes diretos na luta contra a queda. A distância da Ponte para a primeira posição fora do Z-4, portanto, é de 19 pontos.

Nem nove vitórias garantem a permanência

A matemática ajuda a mostrar o tamanho do problema. Caso vença os nove jogos restantes, a Ponte alcançará 40 pontos. Mesmo nessa situação extrema, ainda dependerá dos adversários.

O Botafogo-SP, por exemplo, poderia somar no máximo sete pontos para não ultrapassar a marca de 40. Outros concorrentes também precisariam tropeçar repetidamente para abrir espaço para uma reação alvinegra.

A situação fica ainda mais delicada quando se observa o histórico recente da própria Série B. Em temporadas anteriores, clubes precisaram superar a barreira dos 40 pontos para garantir a permanência. Portanto, até a pontuação máxima que a Ponte ainda consegue atingir pode não ser suficiente.

Ponte precisa fazer em nove jogos o que não fez em 29

Talvez o número que melhor represente o tamanho do desafio seja o de vitórias. A Ponte venceu apenas três vezes em 29 partidas da Série B. Para chegar aos 40 pontos, precisaria agora conquistar nove vitórias consecutivas.

Em outras palavras, a equipe teria de fazer nas próximas nove rodadas três vezes o número de vitórias que conseguiu em toda a competição até aqui.

A campanha atual tem três triunfos, quatro empates e 22 derrotas. São apenas 13 pontos conquistados de 87 possíveis, um aproveitamento inferior a 15%.

Para atingir os 40, a partir de agora seria necessário simplesmente vencer tudo: 100% de aproveitamento na reta final.

Próximo jogo ganha peso enorme

O calendário ainda reservou um confronto direto que pode acelerar a definição da situação. Na próxima rodada, a Ponte enfrenta justamente o Botafogo-SP, primeiro clube fora da zona de rebaixamento.

A partida coloca frente a frente os dois extremos dessa conta. Uma vitória manteria a Ponte matematicamente viva e diminuiria a diferença para um concorrente direto. Uma derrota, por outro lado, poderia aproximar ainda mais a confirmação do rebaixamento, dependendo dos demais resultados. A margem para erros praticamente desapareceu.

Vitória trouxe alívio, não salvação

O triunfo sobre o CRB teve enorme peso simbólico. A Ponte não vencia desde 24 de abril, quando bateu o América-MG também por 1 a 0 no Moisés Lucarelli.

Entre uma vitória e outra foram 22 partidas, com 19 derrotas e apenas três empates. A sequência tornou-se o maior jejum sem vitória da história da Série B.

Os três pontos interromperam o pesadelo, mas não modificaram substancialmente a situação na tabela.

A Ponte continua dependendo de uma combinação extrema: precisa praticamente vencer tudo e, ao mesmo tempo, torcer por uma sucessão de tropeços dos concorrentes.

Depois de cinco meses, a Macaca voltou a ganhar. Para permanecer na Série B, porém, precisaria transformar uma vitória que pareceu extraordinária em rotina até o final do campeonato.

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