Guarani vive temporada mais curta em mais de 50 anos e números mostram tamanho do tombo

Eliminações precoces fazem Bugre encerrar 2026 com apenas 28 partidas oficiais e sem compromissos até o próximo ano

As eliminações no Paulistão, na Copa do Brasil e ainda na primeira fase da Série C fizeram o calendário do Bugre terminar antes mesmo de setembro

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O Bugre projeta uma reformulação no elenco para 2027 - Foto: Raphael Silvestre / Guarani FC

São Paulo, SP, 16 (AFI) – O ano de 2026 acabou cedo demais para o Guarani. Eliminado de todas as competições que disputou, o Bugre terminou a temporada com apenas 28 partidas oficiais, estabelecendo uma marca que ajuda a dimensionar o tamanho do fracasso esportivo: o clube não disputava tão poucos jogos em um ano havia mais de cinco décadas.

Considerando somente partidas oficiais, 2026 é a temporada mais curta do Guarani desde o início da participação do clube em competições nacionais, em 1973. Em um levantamento mais amplo, incluindo amistosos e o período anterior, é preciso voltar a 1968 para encontrar um ano com quantidade semelhante de compromissos — naquela ocasião foram 29 jogos no total.

Até então, as temporadas de 2015 e 2025 apareciam como as mais curtas do período recente, ambas com 37 partidas. Ou seja, o Guarani disputou nove jogos a menos em 2026 do que nos anos que carregavam a marca negativa anterior.

O calendário encolheu por uma sequência de eliminações. No Campeonato Paulista, o Bugre chegou à última rodada com possibilidade de classificação, mas empatou por 1 a 1 com o Palmeiras e terminou fora do mata-mata pelo saldo de gols. Poucos dias depois, caiu diante do Castanhal nos pênaltis em sua única partida pela Copa do Brasil.

A Série C representava a oportunidade de prolongar a temporada e, principalmente, buscar o retorno à Segunda Divisão. O Guarani chegou a liderar a competição, mas perdeu rendimento ao longo da disputa. Na última rodada, dependia de uma vitória sobre o Brusque no Brinco de Ouro para avançar, empatou por 2 a 2 e terminou na décima colocação, com 28 pontos, apenas um atrás do Ypiranga-RS, último integrante do G-8.

Os números ajudam a resumir um ano de extremos. O Guarani marcou 40 gols nas três competições, sendo 33 deles na Série C. No caminho, chegou a aplicar 5 a 0 no Maringá e também 5 a 0 no Amazonas, além de ocupar a liderança da Terceira Divisão. A arrancada, porém, não se sustentou.

A instabilidade também chegou ao banco de reservas. Matheus Costa começou a temporada, Elio Sizenando assumiu em março e deixou o cargo em agosto, enquanto Umberto Louzer retornou para comandar o time na última rodada da Série C. Foram três treinadores em apenas 28 partidas oficiais.

AGENDA DE 2027

Sem jogos oficiais pelo restante de 2026, o Guarani agora concentra as atenções no planejamento para 2027, quando disputará novamente a Série C. Além da temporada mais curta em décadas, o clube chegou a outro número incômodo: completou dez anos sem conquistar um acesso em uma competição nacional.

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