Barbieri aponta erro decisivo, mas cobra Juventude após revés
Barbieri teceu duras críticas à falta de critérios do árbitro Sávio Pereira Sampaio, relembrando um lance polêmico não checado no VAR
Barbieri apontou o pênalti assinalado a favor da equipe mineira como um momento crucial da partida, mas evitou transferir toda a culpa para a arbitragem
Caxias do Sul, RS, 14 (AFI) – A invencibilidade de três meses do Juventude em seus domínios chegou ao fim de forma dolorosa. Derrotado por 2 a 0 pelo Athletic-MG, o Alviverde perdeu a liderança do Campeonato Brasileiro da Série B.
Em entrevista coletiva após o confronto, o técnico Maurício Barbieri apontou o pênalti assinalado a favor da equipe mineira como um momento crucial da partida, mas evitou transferir toda a culpa para a arbitragem e cobrou maior eficiência do setor ofensivo jaconero.
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Apesar do descontentamento com o apito, o comandante alviverde fez questão de ressaltar que a equipe teve volume de jogo para construir um resultado diferente. O treinador destacou a necessidade de reagir rapidamente para recuperar os pontos perdidos na sequência da competição nacional:
“Produzimos para fazer os gols, não conseguimos, não fomos eficientes e acho que defensivamente, até em relação a outros jogos (Atlético-GO e CRB) conseguimos minimizar, ou não deixar que o adversário criasse tanto, mas foram dois erros determinantes, um resultado ruim, mas é o que é, não tem como mudar. Agora precisamos tentar buscar esses pontos fora de casa, em outras situações e circunstâncias.”
“É claro que é determinante para o resultado (pênalti). Agora não adianta eu vir aqui e jogar tudo isso na conta deles (arbitragem), a gente tem que assumir nossa responsabilidade”, acrescentou Barbieri.
ARBITRAGEM POLÊMICA?
Embora concorde com a infração marcada no lance do gol do Athletic, Barbieri teceu duras críticas à falta de critérios do árbitro Sávio Pereira Sampaio, relembrando um lance polêmico não checado no VAR durante o empate diante do Fortaleza:
“Mais uma vez o mesmo árbitro em um jogo nosso, em casa, tem critérios absolutamente díspares, são incompreensíveis. Lances que são absolutamente semelhantes que ele pelo menos tenha a mesma conduta, se depois ele vai ter outra escolha, ok. Que ele vá no VAR nesse lance e que ele vá no VAR no lance do Fortaleza.”
RECONHECIMENTO AO ADVERSÁRIO
A postura defensiva dos adversários que atuam em Caxias do Sul também entrou em pauta. Segundo o treinador, a campanha do Juventude faz com que os rivais joguem mais fechados, exigindo uma evolução tática do grupo para furar as formações trancadas:
“Tem uma dinâmica diferente à medida que enfrentamos, principalmente, um adversário que joga entre aspas, sem responsabilidade. Tivemos o domínio, criamos chances e não acho que fomos anulados em nenhuma questão. Alguns jogadores não conseguiram apresentar aquilo que normalmente apresentam e talvez tenha atrapalhado a ansiedade, a expectativa de fazer os gols, a necessidade do resultado.”
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“Mas reconheço que a gente precisa encontrar alternativas, talvez novas dinâmicas para tentar furar esse bloqueio quando vem jogar aqui, e tentar resultados diferentes”, concluiu.
CENÁRIO
O revés diante do Athletic marcou o segundo tropeço consecutivo do Juventude em seus domínios, totalizando cinco gols sofridos nos últimos nove jogos.
Com o resultado, a equipe gaúcha caiu para a segunda posição da Série B com os mesmos 50 pontos do líder Novorizontino, perdendo a ponta nos critérios de desempate e torcendo por um tropeço do Vila Nova para se manter na zona de acesso direto.





































































































































