Ataque inofensivo e defesa em ruínas expõem o colapso da Ponte na Série B

Macaca acumula 22 jogos sem vencer, possui aproveitamento de apenas 12,3% e transforma qualquer desvantagem no placar em uma barreira quase impossível de superar

A lanterna da Ponte Preta não pode ser explicada por um problema isolado

Ponte Preta
Macaca é derrotada em Campinas (Foto: Igor Henrique / PontePress)

Campinas, SP, 11 (AFI) – A campanha desastrosa da Ponte Preta na Série B nasce de uma combinação fatal. O time tem enorme dificuldade para criar oportunidades, concede chances com facilidade e praticamente não consegue reagir quando sofre o primeiro gol.

A derrota por 2 a 0 para o Sport voltou a expor essa fragilidade. Na Ilha do Retiro, a equipe pernambucana controlou a partida, construiu a vantagem ainda no primeiro tempo e passou toda a etapa final sem enfrentar uma pressão consistente da Macaca.

O problema se repete durante toda a competição. A Ponte marcou apenas dois gols nas últimas nove partidas e passou em branco nos três jogos disputados desde o retorno de Gilson Kleina. Nesse período, perdeu para América-MG, São Bernardo e Sport pelo mesmo placar de 2 a 0.

Sem força ofensiva, qualquer gol sofrido ganha um peso enorme. A equipe raramente consegue aumentar o ritmo, ocupar o campo adversário ou criar uma sequência de oportunidades capaz de mudar uma partida. Quando sai atrás, o cenário quase sempre se transforma em derrota.

A defesa também não consegue sustentar o time. A Ponte sofreu seis gols nos três compromissos mais recentes e atravessa a competição com um dos piores saldos da Série B. Até mesmo erros individuais, como o gol contra de Diego Leão diante do Sport, tornaram-se recorrentes em momentos decisivos.

O desempenho como mandante, que tradicionalmente representa uma das principais forças do clube, também desmoronou. O Majestoso deixou de intimidar os adversários e passou a testemunhar derrotas, protestos e uma sequência que afasta cada vez mais o torcedor.

Em 27 rodadas, a Ponte conquistou somente 10 pontos e apresenta aproveitamento de 12,3%. São 22 partidas consecutivas sem vitória desde o triunfo sobre o Avaí, por 2 a 1, em abril. Nenhum outro participante da Série B atravessa uma sequência tão longa sem vencer.

A crise financeira ajuda a explicar a queda técnica. Atrasos salariais, greve do elenco, saída de jogadores, transfer bans e a utilização emergencial de atletas da base reduziram drasticamente as opções da comissão técnica.

AGENDA!

Gilson Kleina tenta reorganizar a equipe com um grupo limitado e pressionado, mas o tempo está acabando. A Ponte volta a campo na terça-feira (15), às 19h30, contra o Londrina, no VGD. Para continuar acreditando em alguma reação, será necessário corrigir ao mesmo tempo um ataque que não ameaça e uma defesa que não resiste.

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