Com auxilio externo, Ponte Preta paga transfer ban
A operação foi viabilizada por meio de uma parceria com a SAF do Boavista, que também trabalha para ceder jogadores por empréstimo
A movimentação acontece justamente às vésperas do encerramento da janela de transferências da CBF, que termina nesta sexta-feira (11)
Campinas, SP, 10 (AFI) – A Ponte Preta conseguiu derrubar, nesta quinta-feira, os bloqueios que impediam o registro de novos jogadores. A Macaca quitou as pendências responsáveis pelos transfer bans e agora aguarda a atualização dos sistemas da Fifa e da CBF para voltar a inscrever atletas. O valor desembolsado gira em torno de R$ 2,2 milhões.
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A operação foi viabilizada por meio de uma parceria com a SAF do Boavista, que também trabalha para ceder jogadores por empréstimo ao clube campineiro na reta final da Série B. A movimentação acontece justamente às vésperas do encerramento da janela de transferências da CBF, que termina nesta sexta-feira (11).
As punições que atingiam a Ponte Preta eram três: duas aplicadas pela Fifa e outra pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). Entre os débitos estavam uma dívida com o zagueiro boliviano Luis Haquin e outra com um clube do Paraguai. Na CNRD, a pendência chegava a R$ 1,4 milhão, dividida em sete parcelas de R$ 200 mil. A punição havia sido determinada em maio, após o clube atrasar pagamentos previstos em um acordo.
JOGADORES DO BOAVISTA
Além de ajudar na resolução das pendências, a aproximação com o Boavista pode resultar em novidades dentro de campo. A ideia é que alguns jogadores da SAF carioca sejam emprestados à Ponte Preta para reforçar o elenco comandado por Gilson Kleina.
Entre os nomes que aparecem nas conversas estão o zagueiro Gabriel Caran, o lateral-esquerdo Rodolfo Titto, o volante Karl e os meias Dênis Borges e Manu Ferreira. Diego Loureiro, Lucas Silva e Keké também foram avaliados, mas, até o momento, as tratativas por eles não avançaram.
O objetivo do Boavista é proporcionar maior visibilidade aos atletas durante a disputa da Série B. Gilson Kleina participou das conversas e ajudou na aproximação entre os clubes. O treinador, inclusive, comandou o Boavista no início desta temporada.
A iniciativa partiu de investidores ligados à SAF do clube carioca, entre eles Marcelo Pedroza, que reside em Paulínia, na região de Campinas, e é sócio da Arte da Bola, empresa responsável pela aquisição de 80% das ações do Boavista em 2024.
GRAVE CRISE
Com os bloqueios solucionados, a Ponte também poderá regularizar o lateral-esquerdo Jota, contratado junto à Portuguesa Santista. Ele é o único dos reforços anunciados no fim de julho que permaneceu treinando durante o período em que o clube estava impedido de registrar jogadores.
Os demais atletas daquele grupo deixaram a Ponte durante a paralisação do elenco profissional, motivada pelos atrasos salariais.
A crise financeira provocou uma debandada no elenco alvinegro ao longo da Série B. Ao todo, 19 jogadores deixaram o clube, que chegou a enfrentar o América-MG com uma equipe formada exclusivamente por atletas das categorias de base para evitar um W.O. Na ocasião da paralisação, jogadores relataram que alguns companheiros estavam há seis meses sem receber.
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Na tabela, a situação também é delicada. A Ponte Preta ocupa a última posição da Série B, com dez pontos, e acumula 20 partidas consecutivas sem vencer, sequência que representa o recorde negativo da história da competição.
AGENDA
A Ponte Preta volta a campo nesta quinta-feira, quando enfrenta o Sport, às 21h30, na Ilha do Retiro, pela 27ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro.





































































































































