Hélio dos Anjos detona atuação do Náutico e projeta reação
A derrota acabou com as esperanças alvirrubras de encostar na briga pelo G6
Hélio dos Anjos fez um diagnóstico duro, apontando a falta de intensidade e de personalidade como determinantes para o tropeço
Recife, PE, 10 (AFI) – A invencibilidade de oito jogos do Náutico chegou ao fim na Arena Independência com a derrota por 2 a 1 para o América-MG, em Belo Horizonte. Após o revés, o técnico Hélio dos Anjos fez um diagnóstico duro sobre a postura do Timbu na Série B, apontando a falta de intensidade e de personalidade como determinantes para o tropeço e admitindo que a meta principal do clube é assegurar a permanência na divisão.
A derrota acabou com as esperanças alvirrubras de encostar na briga pelo G6. Estacionado nos 37 pontos e na 11ª posição, podendo perder posições com o complemento da rodada, o Náutico perdeu a oportunidade de atingir a marca dos 40 pontos. Hélio destacou que o planejamento agora é atingir a pontuação necessária para afastar qualquer risco de rebaixamento.
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“Mais do que nunca a gente lamenta porque de quem está lá embaixo o América foi a única equipe que venceu. Todas as outras estão com problemas na rodada. Quanto mais longe a gente ficar desse grupo, melhor até para brigar entre os seis, mas com um resultado desse aqui, você parte do princípio que tem que fazer a manutenção do time na Série e vida que segue feliz.”
“Se a gente sai daqui com três pontos, o que ia acontecer? Teríamos 40 e o próximo jogo dentro de casa. Você ia ficar naquele sonho. Tivemos a oportunidade de encostar um pouco mais nesse grupo que briga mesmo, mas não foi. Vamos procurar o mais rápido possível chegar aos 43, 44 pontos. Mas não é por isso que brigo na minha carreira. Única coisa que lamentei com eles hoje. Quem me conhece sabe que eu brigo por coisa grande lá na frente”, desabafou o comandante.
NA BRONCA
O placar foi construído logo no início da partida, com o América-MG marcando dois gols em apenas 25 minutos. O treinador lembrou que havia alertado o elenco sobre a pressão inicial do rival mineiro, mas o setor defensivo alvirrubro voltou a falhar. Insatisfeito, Hélio sacou o zagueiro Betão aos 27 minutos da etapa inicial e realizou mais três alterações no intervalo.
“No primeiro tempo, não funcionou nada. Um time sem personalidade, sem encaixe, que pecou muito na saída de bola e sem a intensidade que nós costumamos a jogar. Oferecemos uma condição de jogo especial para o América-MG no nosso lado esquerdo da defesa. E a consequência disso foi muito grande.”
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“Em todos os jogos, o América-MG tem tido uma concepção de jogo muito forte, mas desmorona quando toma o gol. Isso é de fase, do momento. Mas é um time que tem uma proposta de jogo. E nós pecamos muito. Não fomos o que nós somos, não retemos bola na frente e não conseguimos dar sequência. Isso acarreta a instabilidade.”
“Não gostei, individualmente, de vários jogadores. O primeiro que não gostei eu fiz a substituição, porque realmente não é o jogo dele, ele não estava no dia feliz. Fizemos as mexidas depois para dar um ímpeto maior na equipe. O América-MG tem sido muito bom nos 30 minutos iniciais de jogo e fixemos observações, mas pecamos nisso”, lamentou Hélio.
MUDANÇA DE FOCO
O elenco do Timbu já mira a reabilitação imediata para selar a permanência na Série B sem riscos. O Náutico volta a campo na próxima terça-feira, às 19h, quando recebe o Operário no Estádio Esportes da Sorte Aflitos, em Recife.
“A realidade nossa é manter esse clube que passou praticamente quatro anos no ostracismo da Série C, porque é duro. Então, nós temos que trabalhar para terminar bem a temporada”, concluiu o treinador.





































































































































