Mário Sérgio faria 76 anos: o gênio rebelde que passou pela Ponte antes de conquistar o mundo
Um dos jogadores mais técnicos e controvertidos de sua geração, meia reuniu-se com Dicá e Jorge Mendonça em Campinas antes de protagonizar a conquista mundial do Grêmio
O meia chegou na Macaca em 1983 e formou trio com Dicá e Jorge Mendonça antes de ir para o Tricolor Imortal e bater o Hamburgo na final do Mundial
Campinas, SP, 7 (AFI) – Se estivesse vivo, Mário Sérgio Pontes de Paiva completaria 76 anos nesta segunda-feira (7). A data recupera a história de um jogador difícil de enquadrar: habilidoso, provocador, imprevisível e dono de uma personalidade tão marcante quanto o futebol que apresentava.
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Mário Sérgio nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de setembro de 1950. Começou no Flamengo, mas encontrou espaço para exibir seu talento no Vitória. Na Bahia, formou uma linha ofensiva histórica com André Catimba e Osni, conquistou o estadual de 1972 e recebeu a Bola de Prata nos Campeonatos Brasileiros de 1973 e 1974.
A carreira ainda teria passagens por Fluminense, Botafogo, Rosario Central, Internacional, São Paulo, Palmeiras, Botafogo-SP, Bellinzona e Bahia. Pelo caminho, Mário Sérgio colecionou títulos, controvérsias e mudanças frequentes de clube.
Um time de estrelas em Campinas
A trajetória também passou por Campinas. Em 1983, a Ponte Preta reuniu Mário Sérgio, Dicá e Jorge Mendonça, três dos jogadores mais talentosos do futebol brasileiro naquele período.
A diretoria apostava que a concentração de técnica no meio-campo transformaria a Macaca em uma das grandes forças nacionais. O projeto, porém, não entregou o resultado imaginado.
A Ponte foi eliminada na segunda fase do Campeonato Brasileiro e atravessou mudanças no comando técnico. Dudu, Nicanor de Carvalho, Tim e Cilinho trabalharam com o elenco durante aquela temporada, mas não conseguiram encontrar o equilíbrio necessário para fazer o time de medalhões deslanchar.
Mário Sérgio permaneceu aproximadamente nove meses em Campinas. Sua passagem terminou depois de uma derrota por 1 a 0 para o XV de Jaú, pelo Campeonato Paulista. O resultado coletivo ficou abaixo da expectativa, mas aquele elenco permanece guardado na memória do torcedor pela qualidade individual de seus protagonistas.
Da Ponte para o topo do mundo
Pouco depois de deixar o Majestoso, Mário Sérgio recebeu um convite que mudaria sua carreira. O técnico Valdir Espinosa pediu sua contratação pelo Grêmio para a disputa da Copa Intercontinental contra o Hamburgo, campeão europeu.
A ideia era utilizar a técnica do meia como resposta à imposição física dos alemães. A aposta funcionou. Contratado praticamente para aquele desafio, Mário Sérgio controlou o ritmo da partida em Tóquio, criou jogadas e ajudou o Grêmio a vencer por 2 a 1 na prorrogação.
Renato Portaluppi marcou os dois gols, mas Mário Sérgio foi apontado como uma das figuras decisivas da conquista. Em poucos meses, o jogador que havia integrado o ambicioso e frustrado time da Ponte tornou-se campeão mundial.
Ele também foi campeão brasileiro de maneira invicta pelo Internacional em 1979, ganhou estaduais por diferentes clubes e recebeu quatro Bolas de Prata. Pela Seleção Brasileira, disputou oito partidas oficiais, mas ficou fora da relação definitiva para a Copa do Mundo de 1982.
Depois de encerrar a carreira, em 1987, tornou-se treinador e passou por clubes como Corinthians, São Paulo, Internacional, Atlético-MG, Figueirense e Ceará. Mais tarde, levou a personalidade direta para a televisão, consolidando-se como comentarista.
Mário Sérgio morreu em 28 de novembro de 2016, na queda do avião que transportava a delegação da Chapecoense para a final da Copa Sul-Americana, na Colômbia. Dez anos depois da tragédia, sua história continua ligada à irreverência, ao talento e a uma forma de jogar que raramente aceitava limites.





































































































































