Kleina admite maior desafio da carreira e tenta reconstruir Ponte em meio ao caos
Em sua sexta passagem pelo clube, treinador encontra salários atrasados, elenco desmontado e equipe afundada na lanterna da Série B
Protagonista de momentos importantes da história recente da Macaca, Kleina agora precisa trabalhar em meio a uma grave crise financeira, administrativa e esportiva
Campinas, SP, 07 (AFI) – Gilson Kleina retornou à Ponte Preta para enfrentar uma missão completamente diferente das vividas em suas cinco passagens anteriores. Identificado com o clube e protagonista de momentos importantes da história recente da Macaca, o treinador agora precisa trabalhar em meio a uma grave crise financeira, administrativa e esportiva.
Apresentado depois da saída de Márcio Zanardi, Kleina reconheceu que nunca havia encontrado um cenário semelhante durante sua trajetória no futebol. “Esse é o meu maior desafio como treinador”, afirmou.
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A declaração resume as dificuldades encontradas pelo técnico. A Ponte ocupa a lanterna da Série B, soma apenas dez pontos em 26 rodadas e não vence há 20 partidas. Paralelamente, enfrenta atrasos salariais, protestos dos jogadores, bloqueios para registrar atletas e uma sequência de rescisões contratuais.
A estreia de Kleina aconteceu na derrota por 2 a 0 para o América-MG. Com o elenco profissional em greve, o treinador precisou escalar uma equipe formada inteiramente por jogadores das categorias de base. Foram apenas 16 atletas relacionados, com cinco opções no banco de reservas.
PASSO A PASSO
Parte dos profissionais retornou posteriormente, mas a situação financeira não foi resolvida. Contra o São Bernardo, Kleina contou com alguns jogadores mais experientes, embora ainda tenha encontrado um grupo reduzido e emocionalmente desgastado. A Ponte voltou a perder por 2 a 0.
Apesar do cenário, o treinador afirmou que não pretende apresentar promessas imediatas ou soluções milagrosas.
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“Não estamos dizendo que temos a varinha de condão”, declarou Kleina ao falar sobre o processo de recuperação.
NOVO OBJETIVO
A ligação com a Ponte pesou na decisão de aceitar o convite. O técnico comandou o acesso à Série A em 2011, participou da campanha do vice-campeonato paulista de 2017 e ajudou o clube a escapar do rebaixamento na Série B de 2021.
Kleina possui mais de 230 partidas no comando alvinegro e é o quarto treinador que mais dirigiu a Ponte em toda a história. Desta vez, porém, o objetivo imediato é reorganizar um elenco desmontado e conduzir o clube de maneira digna até o encerramento da temporada.
O próximo desafio será contra o Sport, quinta-feira, às 21h30, na Ilha do Retiro. Kleina terá poucos dias para recuperar os jogadores e definir quem estará disponível para a viagem ao Recife.





































































































































