Torcida da Ponte Preta protesta no Moisés Lucarelli

Antes da partida contra o São Bernardo, em mais uma derrtoa, torcedores da Torcida Jovem e da Serponte se reuniram em frente ao Majestoso

A manifestação aconteceu poucas horas antes do confronto e simbolizou o tamanho do desgaste com a atual gestão de Luiz Alves Torrano e Marco Eberlin

Protesto Ponte Preta
Faixas exibidas na porta do Moisés Lucarelli - Foto: Reprodução

Campinas, SP, 6 (AFI) – A crise da Ponte Preta parece não ter fim. Em um domingo que começou com protesto da torcida contra a diretoria e terminou com mais uma derrota dentro de campo, a Macaca chegou a 20 jogos sem vencer na Série B do Campeonato Brasileiro, maior sequência negativa da história do clube na competição.

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Antes da partida contra o São Bernardo, no Estádio Moisés Lucarelli, torcedores da Torcida Jovem e da Serponte se reuniram em frente ao Majestoso para protestar contra a atual administração. O principal pedido dos manifestantes foi a saída da diretoria, em meio ao momento delicado vivido pela instituição.

A manifestação aconteceu poucas horas antes do confronto e simbolizou o tamanho do desgaste com a atual gestão. A Ponte Preta atravessa uma grave crise financeira e administrativa, convive com salários atrasados e já teve episódios de paralisação do elenco profissional em protesto contra os débitos.

E o cenário esportivo, que poderia amenizar a pressão, faz justamente o contrário. Dentro de campo, a equipe não reage e acumula resultados negativos.

MAIS UM TOMBO

Diante do São Bernardo, a Ponte voltou a decepcionar. A Macaca foi derrotada por 2 a 0 e chegou à marca de 20 partidas consecutivas sem vitória na Série B.

O número representa um recorde negativo para o clube na competição e escancara o momento vivido pela equipe. Lanterna da Série B, a Ponte tem apenas três vitórias em toda a temporada de 2026 e vê a situação na luta contra o rebaixamento se complicar ainda mais.

A sequência também aumenta a pressão sobre jogadores, comissão técnica e, principalmente, sobre a diretoria, que vem sendo alvo frequente das manifestações dos torcedores.

CRISE DENTRO E FORA DE CAMPO

O momento da Ponte Preta ultrapassa os limites do futebol. O clube enfrenta dificuldades financeiras, com atrasos salariais que provocaram inclusive movimentos de paralisação do elenco. Em determinado momento, a equipe profissional chegou a não realizar atividades e a Ponte precisou recorrer a jogadores das categorias de base.

Enquanto isso, nos bastidores, a instituição vive uma disputa política em torno da criação de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

A próxima etapa está marcada para 19 de setembro, quando será realizada uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para deliberar sobre o prosseguimento do processo de constituição da SAF.

A atual administração, com Luiz Alves Torrano e Marco Antônio Eberlin, tenta avançar com o projeto como uma alternativa para reestruturar o clube, mas o processo também é alvo de questionamentos internos. O conselheiro e advogado Gustavo Valio chegou a pedir a suspensão da AGE, levantando dúvidas sobre a aprovação do modelo de cisão do futebol pelo Conselho Deliberativo.

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O Conselho, por sua vez, divulgou comunicado reforçando que a assembleia do dia 19 não analisará propostas, documentos ou contratos de possíveis investidores. Segundo a Mesa Diretora, uma eventual negociação com investidores terá que ser submetida posteriormente ao Conselho e a uma nova Assembleia Geral Extraordinária.

AGENDA

Praticamente rebaixada com uma campanha ridícula e sem perspectiva de pagamento, a Macaca volta a entrar em campo na quinta-feira (10), contra o Sport, às 21h30, na Ilha do Retiro, pela 27ª rodada da Série B.

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