Polícia revela mensagem de jogador do Vasco: 'Tem que matar um'
As mensagens são analisadas no âmbito da Operação A Tropa, deflagrada para desarticular uma organização criminosa
David e o lateral-direito Hayner Monjardim, que pertence ao Santos e está emprestado ao Vila Nova, foram alvos de mandados de busca e apreensão
Rio de Janeiro, RJ, 04 (AFI) – Uma frase assustadora encontrada em um celular apreendido colocou o atacante David Corrêa, do Vasco, no centro de uma investigação da Polícia Civil do Espírito Santo. “Tem que matar um para ver de qual é”, teria escrito o jogador em resposta à fotografia de uma pistola enviada por um amigo de infância apontado como traficante.
As mensagens são analisadas no âmbito da Operação A Tropa, deflagrada para desarticular uma organização criminosa suspeita de tráfico interestadual de drogas e armas, além de lavagem de dinheiro.
David e o lateral-direito Hayner Monjardim, que pertence ao Santos e está emprestado ao Vila Nova, foram alvos de mandados de busca e apreensão. Os agentes recolheram aparelhos eletrônicos e realizaram diligências nas residências e nos centros de treinamento dos atletas. Nenhum dos dois foi preso ou denunciado.
Foto de pistola provocou resposta assustadora
Segundo a investigação, as conversas foram encontradas no celular de Edson Vander da Silva Júnior, amigo de infância de David e apontado pela polícia como integrante do tráfico de drogas na cidade de Serra, na Região Metropolitana de Vitória.
Em uma das trocas de mensagens, Edson teria encaminhado a fotografia de uma pistola ao atacante. David aparece respondendo:
“Tem que matar um para ver de qual é.”
Os policiais também encontraram comentários relacionados a uma tentativa de homicídio ocorrida em março de 2024. Ao receber informações sobre o ataque, o jogador teria afirmado que a vítima “mereceu tomar uns tiros mesmo”.
As declarações chamaram a atenção dos investigadores, que agora tentam determinar se a relação entre os dois permanecia restrita à amizade construída durante a infância ou se avançou para algum tipo de participação em atividades criminosas.
Até o momento, não existe comprovação pública de que David tenha participado do tráfico, da negociação de armas ou de uma tentativa de assassinato.
Suspeito administrava dinheiro do jogador
O delegado Rodrigo Sandi Mori, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Serra, afirmou que Edson funcionava como uma espécie de empresário informal do atacante.
De acordo com a apuração policial, o suspeito ajudava a administrar as finanças do jogador. Essa proximidade financeira e pessoal também passou a ser investigada.
Edson está entre os presos durante a operação. Ao todo, a ofensiva policial cumpriu quatro mandados de prisão temporária e 15 ordens de busca em endereços localizados no Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal.
As autoridades procuram identificar a origem e o destino do dinheiro movimentado pelo grupo, além de possíveis conexões entre os investigados e uma facção criminosa.
Vasco acompanha investigação
O mandado relacionado a David foi cumprido na residência do atleta. A polícia também realizou diligências ligadas ao atacante dentro do centro de treinamento do Vasco.
Em nota, o clube carioca informou que colabora com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações. David deixou o CT sem conversar com jornalistas após a realização das buscas.
O Vila Nova afirmou que Hayner nega qualquer envolvimento com atividades ilícitas. Segundo o clube, o lateral acredita ter se tornado alvo por causa de uma amizade de infância com um dos investigados. O Santos acompanha o caso, já que ainda detém os direitos do jogador.
A Polícia Civil continua analisando os celulares e computadores apreendidos. O objetivo é descobrir se as mensagens representam apenas conversas imprudentes ou se revelam uma ligação mais profunda entre os jogadores e os suspeitos investigados.





































































































































