Nove anos depois, Kleina reencontra rival em duelo contra os fantasmas da Ponte
Treinador comandava a Macaca na última vitória sobre o São Bernardo e volta a encarar o adversário em meio a uma das maiores crises
Gilson Kleina comandava a Ponte na última vitória sobre o São Bernardo, conquistada em 2017
Campinas, SP, 04 (AFI) – Gilson Kleina estará diante de uma cena conhecida quando entrar no gramado do Moisés Lucarelli neste domingo (6). Do outro lado estará o São Bernardo, adversário que o treinador derrotou em sua passagem pela Ponte Preta em 2017. O reencontro, porém, acontece nove anos depois e em uma realidade brutalmente diferente para o clube campineiro.
Em 25 de fevereiro daquele ano, a Macaca venceu o São Bernardo por 1 a 0 pelo Campeonato Paulista. Lucca marcou o único gol da partida após arrancar do meio-campo, superar a marcação e finalizar para garantir o triunfo. Kleina comandava uma equipe que avançaria até a decisão estadual contra o Corinthians.
Desde então, a Ponte nunca mais conseguiu derrotar o adversário. Foram nove confrontos, com seis vitórias do São Bernardo e três empates. O time do ABC também venceu os três encontros mais recentes, transformando o duelo em um obstáculo incômodo para a equipe alvinegra.
Agora, Kleina retorna ao mesmo estádio e reencontra o mesmo rival, mas recebe uma missão muito mais pesada. Em sua sexta passagem pelo clube, o técnico tenta interromper uma sequência de 19 partidas sem vitória na Série B. O número já iguala o maior jejum da história da competição na era dos pontos corridos.
REESTREIA
O treinador estreou novamente pela Ponte na derrota por 2 a 0 para o América-MG. Em razão da paralisação do elenco profissional por salários atrasados, a equipe entrou em campo somente com jovens formados nas categorias de base. Os jogadores principais retomaram os treinos posteriormente, mesmo sem receber os valores pendentes.
O São Bernardo representa, portanto, mais que o próximo compromisso da tabela. A partida coloca Kleina diante de uma lembrança positiva em meio ao momento mais sombrio da temporada. Para a Ponte, vencer significa espantar dois fantasmas de uma vez: encerrar o longo jejum na Série B e superar novamente um adversário que se tornou um pesadelo nos últimos anos.





































































































































