Onze vitórias em 13 jogos: a conta que mostra o tamanho do drama da Ponte na Série B
Com apenas dez pontos, Macaca precisaria vencer 11 partidas e empatar duas para alcançar os 45
Para chegar aos 45 pontos, o clube precisa conquistar 35 dos 39 ainda disponíveis, o equivalente a 89,7% de aproveitamento
Campinas, SP, 01 (AFI) – A Ponte Preta precisa conquistar, nas 13 rodadas restantes da Série B, três vezes e meia a pontuação que acumulou nas primeiras 25 para terminar o campeonato com 45 pontos. A conta exige 35 dos 39 pontos disponíveis. Uma das combinações possíveis seria vencer 11 partidas e empatar duas, sem sofrer outra derrota até o encerramento da competição.
O tamanho do desafio ficou ainda maior depois do revés por 2 a 0 para o América-MG, no domingo (30), em Belo Horizonte. A Macaca permaneceu com dez pontos e na última colocação. Com o elenco principal em greve, o clube disputou a partida com jogadores formados nas categorias de base, na estreia de Gilson Kleina em sua sexta passagem pelo comando alvinegro.
Os números mostram a distância entre a campanha realizada e a reação necessária. A Ponte conquistou dez dos 75 pontos que disputou, um aproveitamento de 13,3%. Para acrescentar os 35 necessários à marca de 45, teria de alcançar 89,7% no trecho final do campeonato — uma mudança de desempenho que deixa pouquíssimo espaço para novos tropeços.
Até os empates pesam na conta
Nesse cenário, a Ponte poderia desperdiçar apenas quatro pontos até a última rodada. Dois empates, acompanhados de 11 vitórias, fechariam a campanha exatamente em 45. Outra combinação seria vencer 12 vezes e perder uma, o que levaria o clube a 46 pontos.
Duas novas derrotas, por outro lado, já impediriam a chegada aos 45: mesmo ganhando os outros 11 compromissos, o time terminaria com 43. Não significa que esse total provoque necessariamente o rebaixamento, mas evidencia como a margem de recuperação ficou estreita.
Até uma sequência de dez vitórias nos 13 jogos restantes, com três empates e nenhuma derrota, levaria a Ponte a apenas 43 pontos. Se vencesse todas as partidas que ainda tem pela frente, o máximo possível seria de 49.
Referência não é sentença
A marca de 45 pontos é usada nesta análise como parâmetro para dimensionar a reação, não como uma pontuação obrigatória prevista no regulamento. A permanência depende da classificação final e, portanto, também dos resultados dos adversários e dos critérios de desempate.
Por isso, os cálculos não permitem declarar a Ponte matematicamente rebaixada. É possível que a pontuação necessária para escapar seja inferior a 45. Ainda assim, mesmo uma meta mais baixa exige uma arrancada expressiva: para chegar a 40 pontos, por exemplo, seriam necessários mais 30, equivalentes a dez vitórias ou a outra combinação que produzisse a mesma soma.
A sequência de setembro prevê confrontos contra São Bernardo, Sport, Londrina, CRB e Botafogo-SP. São cinco partidas e 15 pontos em disputa, mais do que a Ponte conquistou nas primeiras 25 rodadas.
Para Kleina, o desafio é fazer a equipe começar a vencer antes que os resultados dos concorrentes tornem a recuperação ainda mais difícil. A matemática ainda oferece possibilidades, mas já exige uma campanha final quase sem erros para alcançar a referência dos 45 pontos.





































































































































