Presidente da Federação Sergipana detona SAF do Confiança após rebaixamento

Milton Dantas criticou gestão do clube, apontou calote de R$ 9 milhões e comparou modelo ao do Botafogo-PB durante final da Copa Lotese.

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Aracaju, SE, 31 (AFI) – O presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF), Milton Dantas, fez duras críticas à Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Confiança após o rebaixamento da equipe para a Série D 2027. As declarações foram dadas no último domingo (30), após a final da Copa Lotese Governador do Estado 2026, na Arena Batistão.

COMPARAÇÃO COM OUTROS MODELOS

Miltinho, como é conhecido, comparou a gestão do Dragão do Bairro Industrial com a do Botafogo da Paraíba e questionou as escolhas feitas pela cúpula do futebol do Confiança.

“Veja a diferença da gestão do Botafogo da Paraíba e veja a diferença da gestão da SAF do Confiança. Veja os atletas que eles trouxeram. Vamos começar com o Nenê. Aí você traz Sassá. Repara que comparação: Nenê e Sassá. Já começa aí a grande diferença. Os caras levaram a sério a SAF do Botafogo. Aqui levou na brincadeira, porque acham que Sergipe é terra de tolo, que ninguém entende de nada. Entende sim. Eles vão ver mais na frente que a gente entende”, cobrou.

ACUSAÇÕES DE CALOTE

O presidente da FSF também afirmou que um investidor sergipano descumpriu compromissos financeiros firmados para a compra da SAF e cobrou a divulgação do nome do responsável.

“A Associação Esportiva Confiança tem 15%. Os demais, quem são? Eu sei que um já deu calote de 9 milhões. Mas ninguém diz o nome desse empresário, porque é gente grande do Estado de Sergipe. Mas é caloteiro, assinou um papel e não pagou. E quem tem que dizer são eles. O nome do caloteiro que assinou para comprar o Confiança como investidor, 9 milhões e não pagou. Mas é gente rica do Estado, aí o povo fica com medo de dizer. Mas quando chegar na minha mão o documento, eu vou dizer o nome dele”, disparou.

COBRANÇA POR PRESTAÇÃO DE CONTAS

Miltinho também contestou os valores divulgados sobre os aportes financeiros recebidos pelo clube e cobrou o cumprimento das exigências estatutárias de prestação de contas junto aos sócios-torcedores e ao Conselho Deliberativo da Associação.

“Se de 24 milhões o caloteiro já deu um calote de 9, só sobra 15 na minha conta. E desses 15, é para ser pago em 15 anos. Nós estamos no primeiro ano. Não se pagou ainda dessa SAF nove milhões; se pagou foi nove, dez milhões. Então tem que se falar a verdade quando vem para a imprensa. Eles precisam prestar conta. O Confiança SAF ainda tem o quadro de sócios. Lá no estatuto da SAF, eles têm que prestar conta aos seus sócios e também ao conselho do clube. E nós vamos cobrar dentro do conselho, onde elegemos uma competente advogada, a doutora Daniela, que representa o clube nesse conselho, para que essas informações se tornem públicas”, concluiu.

IMPACTO NO CENÁRIO LOCAL

As declarações repercutem em todo o futebol sergipano e aumentam a pressão sobre a gestão da SAF do Confiança. O rebaixamento à Série D e as acusações sobre o modelo de administração colocam em xeque a condução do clube para as próximas temporadas.