Apesar das limitações técnicas do América-MG, era notório que teria a obrigação de vencer um time de garotos, como a Ponte Preta.
A dúvida era de quanto a Ponte Preta perderia para o América Mineiro, na Arena Independência no duelo dos piores da Série B.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 30 (AFI) – Já se sabia que a molecada da base da Ponte Preta, escalada para enfrentar o América Mineiro, seria derrotada.
Qualquer leigo tinha essa convicção no jogo da tarde deste domingo, em Belo Horizonte, e o placar ficou restrito a 2 a 0 porque o América perdeu vários gols, a exemplo daquilo que ocorreu na derrota diante do Avaí.
Apesar das limitações técnicas do mandante, era notório que teria a obrigação de vencer um time de garotos, com as inerentes inexperiências.
Claro que falta à garotada a sabedoria para evitar dribles convencionais, principalmente pelos lados do campo.
Foi registrada incrível vulnerabilidade no jogo aéreo da defensiva pontepretana, quando o América abusava de cruzamentos.
E ao ganhar as jogadas pelo alto, foi incrível a falta de direção nos cabeceios, com bola para fora.

Foto: Mourão Panda – AFC
PROCESSO NORMAL
Evidente que a garotada da Ponte Preta não pode ser responsabilizada por tudo isso, porque ainda está em processo de formação.
O culpado dessa história é o incompetente diretor de futebol do clube, Marco Eberlin, que perdeu o controle do elenco com salários atrasados
Isso resultou numa greve parcial dos atletas, que já atingiu cinco dias neste domingo.
Até que a Ponte Preta perdeu de pouco com a molecada, porque a diretoria não soluciona o problema e não quer largar o ‘osso’, principalmente porque o grupo ‘Ponte Pode Mais’ se ofereceu para assumir o clube do jeito que está.
Essa situação provoca raiva no torcedor da Ponte Preta.
GOLEIRO VINÍCIUS FERRARI
Pior é que a gente acompanha jogos pela televisão e acaba sendo obrigado a ouvir narradores inexperientes ‘rasgando’ elogios para o goleiro Vinícius Ferrari, da Ponte Preta.
Ora, tem que haver distinção das defesas convencionais, em cabeceios de jogadores do América exatamente na direção dele.
Isso aconteceu em lances com participações de William Bigode e Paulo Victor.
Tem-se que ressaltar uma importante defesa de Vinícius Ferrari durante o segundo tempo, quando o zagueiro Diego Leão não conseguiu desviar adequadamente uma bola que teria direção do gol.
Aí, sim, ele saltou e salvou.

FALHA NO SEGUNDO GOL
Só que o narrador não citou que o segundo gol do América foi decorrente de bola defensável, em chute do uruguaio Piñeiro, e que quase houve a repetição de Vinícius no primeiro gol sofrido diante do Avaí.
Na ocasião, em cruzamento do jogador João Lucas, no domingo da semana passada, ele saltou na bola em vez de correr como se recomenda a goleiros.
Neste domingo, foi um lance de cruzamento através do jogador Lucas, do América, que o Vinícius voltou a saltar e não correr na bola.
Por sorte, a bola ganhou a direção da linha de fundo, porque o uruguaio Piñeiro chegou segundos atrasados no lance.
UMA CHANCE APENAS
Assim foi a postura da Ponte Preta, basicamente se defendendo e explorando raros contra-ataques.
A única chance ocorreu durante o primeiro tempo.
Foi num chute do atacante Miguel, com a bola em direção da trave esquerda, sobrando para Matheus Souza que não conseguiu dominá-la, ocasião que ela tocou na mão dele, invalidando a continuidade da jogada com arremate para o gol do jogador Juan Rodrigues.
O lance foi revisado pelo VAR e invalidado.
GOLS DO AMÉRICA MINEIRO
Logo aos dois minutos do segundo tempo, em bola cruzada da direita, o garoto Ryan, da Ponte Preta, não dimensionou que William Bigode poderia antecipá-lo e testar a bola para as redes.
O segundo gol do América foi decorrente da inexperiência da garotada da Ponte Preta, que havia se lançado ao ataque, oferecendo ao uruguaio Piñeiro a individualidade e o chute previsível, culminando com a falha do goleiro Vinícius Ferrari, aos 13 minutos.





































































































































