E eliminação do Guarani 'dilacerou' o coração do bugrino. E vamos ter Dérbi em 2027, porque a Ponte Preta está condenada na Série B.
Isso estava totalmente fora de prognóstico para quem apostou na montagem de um elenco com custo superior a R$ 2 milhões por mês.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 30 (AFI) – A eliminação precoce do Guarani na Série C do Brasileiro, com o empate por 2 a 2 diante do Brusque, na tarde/noite deste sábado, em Campinas, ‘dilacerou’ o coração do bugrino.
Isso estava totalmente fora de prognóstico para quem apostou na montagem de um elenco com custo superior a R$ 2 milhões por mês.
O Guarani termina a competição em décimo lugar, com 28 pontos.
Agora, vai ficar os próximos quatro meses e meio sem agenda de jogos, tendo que buscar dinheiro sabe-se lá aonde para pagar altos salários de atletas, sendo que já há atraso de um mês.
Além disso, fica garantido o Dérbi Campineiro em 2027, uma vez que parece inevitável a queda da Ponte Preta da Série B.

JOGO ESTAVA CONTROLADO
O que explicar um jogo totalmente fácil, controlado, com amplo domínio do Guarani durante o primeiro tempo, e vantagem no placar, para outra cara na sequência?
Vejam que o Brusque não contou com seis jogadores titulares neste jogo, alguns deles com dois cartões amarelos.
Nesse primeiro tempo, o Guarani poderia ter ampliado a vantagem de 1 a 0, mas fez o seu torcedor sofrer terrivelmente após o intervalo.
OUTRO APAGÃO
Foi quando se repetiu o apagão inadmissível de jogos anteriores, como diante do Anápolis, Paysandu e Ipiranga.
Por que o apagão?
O então ‘dorminhoco’ treinador do Brusque, Higor Magalhães, acordou durante o intervalo.
Foi quando pediu para o seu time explorar o lado esquerdo de seu ataque, após a entrada de Peterson.
Aí viu-se a exploração do buraco deixado pela defensiva do Guarani, com avanços consecutivos do lateral Dudu, sem que se providenciasse uma adequada cobertura.
Por ali Peterson criou as jogadas que originaram a virada de sua equipe, paradoxalmente num período de três minutos, dos 11 aos 14.

MAIS DE NOVE MIL TORCEDORES
Depois disso, o Guarani se desesperou, lançou-se totalmente ao ataque, chegou ao empate, assim como poderia ter alcançado o terceiro gol, mas o objetivo não foi atingido para decepção de 9.195 torcedores que foram ao Estádio Brinco de Ouro.
Se na pressão bugrina o centroavante Maranhão teve chance e não sobre aproveitá-la, tem-se que considerar que por duas vezes o Brusque também poderia ter chegado a mais gols.
Uma delas, quando Ariel ficou cara a cara com o goleiro Caíque França e chutou a bola em cima dele.
Depois, quando o zagueiro Cipriano acertou o cabeceio numa bola que atingiu o travessão, e ficou a dúvida se ela havia ultrapassado a linha fatal.
VITÓRIA BUGRINA PARECIA FÁCIL
Foi um primeiro tempo totalmente do Guarani, no aspecto ofensivo.
Como o treinador do Brusque, Higor Magalhães, não corrigiu a marcação pelo lado esquerdo de sua defesa, o Guarani soube explorar aquele espaço por ali, com frequentes descidas do lateral-direito Dudu.
E na insistência de bolas cruzadas pelo setor, naquela aos 33 minutos houve vacilo de marcação do zagueiro Cipriano, que não conseguiu acompanhar o atacante Maranhão, que cabeceou e marcou o gol bugrino.
Foi um primeiro tempo em que Brusque apenas se preocupou em se defender, devido ao ímpeto ofensivo do time bugrino.
Afora o gol, o Guarani ameaçou outras duas vezes, através do meia Isaac.
Primeiro quando um chute dele atingiu o travessão. Depois, quando ele roubou a bola na saída de jogada do adversário, e o chute foi salvo pelo goleiro Paulo.
Já o Brusque, não criou absolutamente nada durante aquele primeiro período.
OUTROS GOLS
A virada do Brusque teve participação direta de Peterson. Aos 11 minutos, ele fez jogada pessoal e, na finalização, a bola resvalou no zagueiro Maurício Antônio e surpreendeu o goleiro Caíque França.
Aos 14 minutos, outra vez Peterson criou a jogada e serviu o meia Ariel, que chutou fora do alcance de Caíque França.
O gol de empate do Guarani, aos 30 minutos, foi decorrente de um passe do meia João Paulo para o atacante Matheus Guilherme, que finalizou com precisão e converteu.





































































































































