Executivo do Guarani escala vilão pós-eliminação: "Dinheiro"
O Bugre foi eliminado da Série C do Campeonato Brasileiro, e encerra o ano ainda pensando em frustrações e salários atrasados
Carlos Frontini, executivo de futebol do Guarani, deu entrevista coletiva após o empate com o Brusque-SC, que gerou eliminação da Série C
Campinas, SP, 29 (AFI) – Contra as expectativas devido à arrancada da reta inicial, o Guarani se esforçou para ser eliminado da Série C do Campeonato Brasileiro, neste sábado (29), após empate com o Brusque-SC em pleno Brinco de Ouro, por 2 a 2.
Futebol Interior agora está nos Canais do WhatsApp. Participe agora
Com apenas uma vitória nas últimas nove rodadas da primeira fase, o Bugre foi de líder da competição para eliminado, mesmo tendo a camisa mais pesada e um dos maiores investimentos no elenco.
Quando tudo parecia dentro dos conformes na caminhada bugrina rumo aos quadrangulares de acesso, escândalos de salários atrasados e falta de pagamentos assolaram os arredores do Brinco de Ouro, iniciando a desconfiança que mais tarde tomaria conta.

TORCIDA TENTA INVADIR VESTIARIOS
Fora dos vestiários, como sempre, um grupo de torcedores protestou, xingou muito e soltou bomba. Teria tentado invadir os vestiários, ams acabou impedida pela pronta ação da Polícia Militar.
No final sobrou para o ônibus da delegação que teve vários vidros quebrados. Sobrou para a torcida descontar no patrimônio do clube.

GUARANI FOI ELIMINADO DA SÉRIE C
Na coletiva após o duelo contra o Brusque, o executivo de futebol, Carlos Frontini, negou que a falta de pagamentos tenha sido o grande motivador da queda de rendimento e posterior fracasso na divisão.
“Será que realmente o salário atrasado atrapalhou tanto assim? Desde março nos reunimos 15, 20 vezes para falar disso. [A eliminação] Foi incompetência nossa, eu me incluo, e a gente tem que assumir. É aceitar as críticas e aprender com os erros. Pedir desculpa ao torcedor”, começou.
“Mas eu acho que, muitas vezes, a gente tem que dividir isso daí, o dinheiro sempre ficou na frente da classificação, essa que é a verdade. Quantas viradas tomamos? Quantos jogos perdemos com o jogo na mão?”
Carlos Frontini, executivo de futebol
UMBERTO LOUZER SEGUE?
O executivo ainda elogiou o técnico Umberto Louzer, que aceitou a proposta de tentar salvar o Guarani após a demissão de Elio Sizenando. “Ele foi muito corajoso, aceitou o desafio, colocou a carreira em risco e o clube na frente”, avaliou.
Questionado se o treinador teria sequência no Bugre em 2027, no entanto, a permanência não foi cravada. “Se eu estiver aqui, quero contar com o Umberto, gosto desse tipo de perfil, mas o clube passa por um processo de compra, se vai acontecer ou não, não sou a pessoa ideal para responder. Tem muitas coisas ainda para acontecer”, revelou.
RENOVAÇÃO DE ELENCO
Por outro lado, o executivo foi duro com relação ao elenco. Segundo ele, a lista de jogadores deverá passar por grandes mudanças, ainda que sem revelar os principais motivos de cada um deles.
“70% desse grupo não tem condição de ficar, essa que é a verdade. Se eu for ficar, é isso que eu vou falar pras pessoas que vão comandar o clube. Eu também tenho limite. Essa seria minha primeira decisão, independente se tem contrato ou não”, disparou.
SÉRIE C
O Guarani encerrou a Série C apenas na décima colocação, com 28 pontos, somente um atrás do Santa Cruz-PE, último colocado no G-8.
Foram sete vitórias, sete empates e cinco derrotas no decorrer da primeira fase, com 49% de aproveitamento, além de 34 gols marcados – se tornando o melhor ataque – e 24 sofridos.
“O Guarani vai seguir porque é uma grande instituição, precisa sim de um novo modelo, principalmente jogadores com fome, da base, que não tiveram espaço. Me coloco em uma situação de avaliação, pelos jogadores que contratei, pra ver como vamos seguir para o ano que vem”, visou Frontini sobre 2027.





































































































































