Artur Jorge expõe pecado do Cruzeiro e liga alerta antes de decisão na Arena MRV
Treinador viu domínio celeste no Mineirão, mas cobrou agressividade e admitiu que o empate colocou o Atlético-MG em posição mais confortável
Artur Jorge afirmou que o Cruzeiro controlou o clássico, mas reconheceu que a equipe foi pouco agressiva e desperdiçou a energia da torcida
Belo Horizonte, MG, 26 (AFI) – O Cruzeiro saiu do Mineirão com a sensação de ter comandado o clássico, mas sem transformar o controle da partida em vantagem. Após o empate por 1 a 1 com o Atlético-MG, Artur Jorge expôs o principal problema que pretende corrigir antes da decisão das quartas de final da Copa do Brasil: a falta de agressividade perto do gol.
Na avaliação do treinador, a equipe celeste teve mais iniciativa e encontrou um adversário preocupado em proteger o próprio campo. O domínio territorial, entretanto, produziu poucas finalizações perigosas e não foi suficiente para construir uma vitória diante de mais de 59 mil torcedores.
“Fomos uma equipe dominadora”, afirmou Artur Jorge durante a entrevista coletiva.
O português não escondeu a frustração com o resultado. Para ele, o empate foi mais favorável ao Atlético, que alcançou o objetivo de manter a disputa aberta e agora terá a oportunidade de decidir a classificação dentro da Arena MRV.
A crítica do treinador foi direcionada principalmente à maneira como o Cruzeiro utilizou a bola. Em diferentes momentos, a equipe diminuiu a velocidade justamente quando o clássico exigia intensidade, aproximação e maior presença dentro da área adversária.
Artur Jorge também identificou episódios de displicência. O lance do gol atleticano nasceu depois de o Cruzeiro perder a posse duas vezes. Cuello aproveitou o espaço, encontrou Renan Lodi e o lateral marcou o gol que apagou rapidamente a vantagem construída por Keny Arroyo.
O equatoriano havia aberto o placar aos 14 minutos do segundo tempo com um chute forte de fora da área. O gol parecia oferecer ao Cruzeiro o cenário ideal para pressionar um rival obrigado a se expor. Dez minutos depois, porém, o Atlético empatou e recuperou o controle emocional do confronto.
A cobrança feita pelo treinador estabelece o tom no vestiário celeste. Não basta controlar o meio-campo ou permanecer mais tempo com a bola. Na Arena MRV, a Raposa precisará acelerar as jogadas, ocupar a área e transformar sua superioridade territorial em oportunidades claras.
O resultado também acende um alerta por repetir um roteiro recente. Nas oitavas de final da Libertadores, o Cruzeiro empatou por 1 a 1 com o Flamengo no primeiro jogo, disputado em casa, e acabou eliminado depois de perder a partida de volta por 2 a 1.
Artur Jorge evitou tratar o empate com o Atlético como um resultado ruim, mas reconheceu que o Cruzeiro não tem alternativa: precisará jogar para vencer na casa do rival. Uma vitória simples garante a vaga na semifinal. Qualquer nova igualdade levará a decisão para os pênaltis.
AGENDA DO CRUZEIRO
Antes do reencontro, a Raposa visita o Vasco no sábado (29), pelo Campeonato Brasileiro. Além da disputa por pontos, o confronto servirá para o treinador testar ajustes e administrar o desgaste físico do elenco.
A decisão contra o Atlético-MG será disputada na terça-feira, dia 1º de setembro, às 21h. Depois de desperdiçar a oportunidade de abrir vantagem no Mineirão, o Cruzeiro entrará na Arena MRV pressionado a provar que seu domínio pode finalmente produzir o que faltou no primeiro clássico: gols.





































































































































