O cemitério de brasileiros: Mirassol tenta sobreviver ao maior trunfo da LDU

Equipe paulista desafia a altitude de Quito e um retrospecto que inclui somente seis derrotas equatorianas em 33 partidas contra clubes do Brasil

O Mirassol enfrenta a LDU nesta quinta-feira, em Quito, pela volta das oitavas de final da Libertadores.

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Mirassol joga a vida na Libertadores

Mirassol, SP, 20 (AFI) – A cerca de 2,8 mil metros acima do nível do mar, a Casa Blanca transformou-se em um verdadeiro cemitério de clubes brasileiros. É nesse território hostil que o Mirassol tentará escrever mais um capítulo de sua história nesta quinta-feira (20), às 19h, contra a LDU, pelo jogo de volta das oitavas de final da Libertadores.

O empate por 1 a 1 no Maião deixou a disputa completamente aberta. Quem vencer em Quito avança às quartas de final. Uma nova igualdade, independentemente do placar, leva a decisão para os pênaltis.

A missão do Mirassol, entretanto, está longe de ser comum. Desde a inauguração do estádio Rodrigo Paz Delgado, em 1997, a LDU recebeu adversários brasileiros 33 vezes e perdeu somente seis. Foram 22 vitórias equatorianas e cinco empates, com 65 gols marcados e 34 sofridos.

Apenas Corinthians, Sport, Grêmio, Santos e Flamengo conseguiram vencer no local. O Grêmio é o único integrante da lista com dois triunfos e também foi o último brasileiro a derrubar a LDU em Quito, em 2021, pela Copa Sul-Americana.

Desde aquela derrota, os equatorianos disputaram 11 partidas em casa contra equipes do Brasil e permaneceram invictos, com oito vitórias e três empates. A sequência inclui resultados expressivos contra adversários como São Paulo, Botafogo, Palmeiras e Fluminense.

O próprio Mirassol já sentiu o peso desse cenário. Em abril, ainda durante a fase de grupos da Libertadores, o Leão disputou na Casa Blanca a primeira partida internacional de sua história e perdeu por 2 a 0. No reencontro realizado no Maião, venceu pelo mesmo placar.

Apesar da experiência recente, o time que retorna ao Equador está bastante modificado. Lucas Mugni, Galeano, Nathan Fogaça, Everton Galdino e Tiquinho Soares deixaram o clube desde aquela partida. Negueba, lesionado justamente no primeiro confronto em Quito, continua afastado. Edson Carioca também está fora após sofrer uma lesão na coxa esquerda.

O momento aumenta o tamanho do desafio. O Mirassol não vence há cinco partidas e chega pressionado depois de ser eliminado pelo Grêmio na Copa do Brasil e sofrer uma goleada por 5 a 1 para o Flamengo, dentro de casa, pelo Campeonato Brasileiro.

A LDU, por outro lado, concentra suas forças na competição continental. Campeã da Libertadores em 2008, a equipe poupou seus principais jogadores no Campeonato Equatoriano e deve repetir a formação que buscou o empate no interior paulista.

MIRASSOL NA LIBERTADORES

Em sua primeira participação na Libertadores, o Mirassol já rompeu diferentes limites. Agora, precisa superar o mais imponente deles. Se resistir à altitude, à pressão da Casa Blanca e ao retrospecto quase intocável da LDU, o clube do interior paulista avançará às quartas de final para enfrentar o Palmeiras.

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